2013, o ano da responsabilidade consciente

A viragem do ano é uma nova oportunidade de renovar energias e confiança no caminho que desejamos percorrer. A aproximação de um novo ano promove a avaliação do que chega ao fim e também a definição dos objectivos que se pretende alcançar naquele que se inicia.

Muitos serão aqueles que se lembrarão da crise para definir o ano de 2012, devido ao momento de instabilidade económica, social e financeira que vivemos em Portugal. Seguindo o mesmo raciocínio, defino 2012 como o ano da transformação – nele se iniciou o período de transformação que a sociedade portuguesa exige há muitas décadas.

Portugal vive imerso em dívidas, interesses e burocracias que tanto beneficiam os poderes instalados. Os portugueses sobrevivem sedentos de valores que permitam recuperar o país e equilibrar os benefícios de cada cidadão.

A verdade é que este período de transformação exige um povo capaz de criar uma nova mentalidade e, com força de vontade e confiança, criar uma nova estratégia de acção. Para fazer face à crise, Portugal precisa de investimento externo. Este está dependente de reformas a vários níveis, de forma a oferecer garantias de longo prazo aos investidores.

Assim, o povo português precisa de coragem para exigir a reforma do sistema fiscal, judicial e administrativo com o intuito de promover a eficácia dos tribunais, a revisão legislativa, a diminuição da burocracia e da corrupção, para além de evitar que a demagogia política continue a proteger os poderes que muito beneficiam do desconhecimento popular da realidade efectiva do país.

A qualidade de trabalho e a confiança deste na recuperação do país aliado à implementação de medidas de protecção da economia europeia, devido à deslocalização da indústria do Ocidente para Oriente, são também aliados importantes no crescimento económico de Portugal e da Europa.

Enfim, deixemo-nos de hipocrisias, a recuperação do país passa também pela recuperação da força produtiva, agrícola e piscatória do mesmo, pois é impraticável os portugueses continuarem a consumir mais do que produzem. Nesse sentido, o crescimento económico e social de Portugal está dependente da intervenção consciente do povo. A definição das despesas a reduzir, das medidas de prevenção e protecção a implementar são pontos primordiais de colaboração do povo no desenvolvimento económico, político e social do país.

Posto isto, o ano de 2013 assume assim o papel do ano da responsabilidade consciente do povo nos destinos de Portugal, seja através de medidas individuais ou medidas interventivas ao nível da governação do país – como por exemplo, os referendos.

O importante neste período é acreditar que todos juntos seremos capazes de mais uma vez ultrapassar os obstáculos que temos no caminho, aprendendo de uma vez por todas que quando existem injustiças motivadas pelos interesses de determinados grupos económicos e políticos, o prejudicado é o país – ou seja, todos nós! Assim, se todos vivermos com uma conduta de respeito e lealdade à pátria, todos ganhamos porque o país cresce em harmonia e equilíbrio.

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