Sentimentos estranhos!


Hoje acordei com uma sensação estranha
Um sentimento que levou a uma pergunta
E uma pergunta que levou a outra
Eu sempre fui muito criativa, com um monte de personagens dentro da minha cabeça; com todo o tipo de experiências, necessidades, desejos de alimentar estórias.
Hoje eu perguntei-me: De onde vêm essas personagens, essas estórias?
Esta pergunta levou-me de volta a algo que ouvi há alguns anos.
O meu irmão, o meu gémeo de aniversário, como o chamo – nascemos no mesmo dia e mês, no entanto ele é cinco anos mais velho do que eu.
Bem, ele é actor de teatro e estava a falar da Ofélia, a namorada de Pessoa. Há um poeta português fantástico chamado Fernando Pessoa. A sua escrita é – poderia dizer maravilhosa, mas é mais do que isso. Ele traz luz à nossa alma. É um poderoso impulso para despertar!
Voltando a Ofélia, o meu irmão estava a falar sobre o facto de o Pessoa nunca ter falado com a sua namorada. Ele escreveu sobre ela, sobre o seu desejo, sobre o que poderia acontecer entre eles, no entanto, nunca falou com ela. Lembro-me que ele disse que todo esse desejo o inspirou a escrever.
Uau! Eu sou assim. Todas as minhas histórias de ficção são baseadas no que eu gostaria que o mundo fosse, como eu deveria ser, o que eu deveria viver. Provavelmente, isso explica a positividade nas minhas histórias. Não há dor nem sofrimento. Nada!
Sempre senti que faltava algo nas minhas histórias. E hoje percebi que só escrevo sobre o que penso ser bom e excluo o que penso ser mau. E o que é isso de ser bom ou mau? É possível ser apenas bom ou apenas mau? Resumindo, só mostrou a minha desconexão a mim mesma, ao meu eu interior, à minha alma.
A escrita de Pessoa tem os seus desejos, mas também tem a sua essência, o seu lado trevas, o seu lado luz, os seus medos, os seus sentimentos, as suas dúvidas, as suas intuições, o seu bem e o seu mal. É por isso que nos tornamos mais conscientes quando lemos os seus poemas.
Agora, de volta a esse estranho sentimento. Sentia-me vazia e desconectada completamente adormecida. No entanto, estava cheia de memórias, dúvidas, desejos, perguntas sobre mim como mulher, como irmã, como filha, como escritora, como ser humano.
Estou cheia de tudo. Cheia de vida. Cheia de ideias. Cheia de sentimentos. Cheia de desejos. Cheia de memórias. Mas insisto em ser vazia, falsa para com a minha essência. Não escrevo sobre o meu lado mais escuro. Por quê? É assim tão mau trazer luz para a nossa escuridão?
Por que escondemos os nossos medos? Por quê? Não somos todos feitos de trevas? Caso contrário, como é possível haver luz onde não há trevas?
Ilumina a tua escuridão! Dentro de ti vais encontrar o teu eu verdadeiro e único!
Ilumina o mundo com o teu eu verdadeiro e único, porque o mundo precisa de ti!

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