Vida II

A vida…
A vida é um enigma.
Um enigma disfarçado de vida.
Um enigma disfarçado de uma vida limitada por um corpo, por um tempo, por um espaço.
E tudo junto só existe para desvendar em nós a verdadeira vida.
Curioso!
Uma realidade ilusória
Uma ilusão repleta de limitações que apenas fazem com que nos apercebamos que tudo isso não existe.
O que existe é a vida.
Aquela que não se disfarça; aquela que não complica; aquela que equilibra e harmoniza a nossa dualidade intrínseca de energia.
Esta energia só se mostra e só se propaga, quando há um equilíbrio entre o nosso lado trevas e o nosso lado luz. E todos temos os dois lados.
Até porque para haver luz tem que haver trevas e para haver trevas tem que haver luz – os dois opostos não se atraem, como se costuma dizer. Eles permitem que o outro exista. Cada um é completo por si, fortalecendo-se mutuamente.
E os dois juntos em harmonia, em equilíbrio, permitem que a nossa energia, que a vida que há em nós flua e se propague.
Quando um está em desequilíbrio, seja ele luz ou trevas, acaba por provocar um perder de vida – é a ilusão, é quando a vida se disfarça de uma outra vida que não é verdadeira, que não existe.
E isso reflecte-se em nós.
Quando não estamos em harmonia, tendemos a não ser genuínos; damos com o intuito de receber ou não damos com medo de perder. E desta forma automutilamo-nos, deixando cicatrizes por todo o nosso ser.
Já quando tomamos consciência desses dois lados e permitimos que se juntem, se abracem, se equilibrem e se harmonizem, aí deixamos de viver a ilusão, deixamos os véus que nos toldam a essência e passamos a viver a vida que há em nós. É aí que passamos a dar sem medo de não receber, sem exigências, sem contrapartidas, sem exageros.
Por isso é que hoje é fundamental adequar a forma como nos preparamos e preparamos os que de nós dependem para que não se percam na vivência de um enigma disfarçado de uma vida; para que não se percam no labirinto que nos dá alguma lógica para tudo o que vivemos, enquanto nos afasta do mais importante. Se esquecermos o espaço, o tempo e o corpo em que nascemos, o que resta?
A sabedoria que aos poucos nos transporta de volta ao Eu Universal.
Esta sabedoria não é deste tempo, deste espaço, deste corpo apenas; há muitos outros enigmas disfarçados de vida que nos acompanham por esta realidade ilusória do agora gravado no nosso adn energético que provocam medos, escolhas, experiências e aprendizagens que nos iluminam nesta viagem de retorno.
Vida após vida, experiência após experiência, eliminamos mais um véu que esconde a verdade vital da não existência.
A não existência aponta para a não existência do tempo, do espaço, do corpo – enfim, a não existência do Eu isolado. Nós só existimos como parte integrante do Eu Universal, como se fossemos biliões de bolinhas minúsculas unidas dentro de uma gigantesca bola energética.
A verdade é que estamos perdidos e desconectados do Todo, pois deixámo-nos levar pela ilusão do tempo, do espaço e do corpo. Por exemplo, já ouviram falar do conceito de vidas passadas?
Eu sempre acreditei neste conceito. Vidas passadas… faz todo o sentido! A verdade é que hoje questiono esse conceito e pergunto: porquê passadas?
Não há vidas passadas. Há apenas uma VIDA que se fragmenta e disfarça para criar uma ilusão de passado, presente e futuro. Tudo isto é uma aprendizagem. É criada uma ilusão de passado, presente e futuro para nos tirar a atenção do essencial. Condicionados por um suposto passado, focamos a nossa atenção no futuro e perdemo-nos das aprendizagens que recebemos a cada segundo e que aparecem para evoluirmos como seres energéticos.
O Eu Universal está hoje a pedir-nos para percebermos de uma vez por todas que tudo o que fazemos aos outros, estamos a fazê-lo a nós mesmos. A gigantesca bola energética está a vibrar numa frequência diferente, pedindo assim para que os biliões de bolinhas minúsculas elevem a sua frequência para além das vivências ilusórias, aproveitando as oportunidades de transmutação que a nossa alma puxa para a nossa actual realidade ilusória.
Elevar a frequência de biliões de bolinhas minúsculas é um caminho longo e necessário. Assim, é fundamental conhecer e abraçar, aceitar, o lado trevas e o lado luz de cada uma delas. Ao fazê-lo, a vida deixará de ser um enigma disfarçado de vida ilusória e passará a ser apenas VIDA! A vida que há em nós!
Para que as bolinhas acompanhem a mudança energética é necessário desenvolver a consciência global, desvendando qual a motivação que está por trás das nossas acções, dos nossos pensamentos, atitudes e comportamentos. Assim surgirá o amor-próprio e o amor pelos outros e maior compaixão por nós e pelos outros.
Isso é evoluir!
Isso é mudar o mundo, é iluminar o mundo!
Por isso, ilumina o mundo com o teu brilho único, com a tua alegria, com as tuas trevas, com tudo o que faz de ti um ser maravilhoso e único. Porque o mundo precisa de ti!

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