Desperta! Chegou a hora!

“A comparação é uma completa perda de tempo e de energia!”
Quem me conhece vai reconhecer esta frase. Já a disse várias vezes. Aliás, repeti-a até à exaustão.
Confesso que ultimamente tenho tido algumas reticências em usá-la! E tudo porque percebi que o meu inconsciente está há muitos anos a usar a minha boca para me passar uma mensagem que eu não conseguia ouvir dentro de mim!
Confuso?
Sim. É confuso perceber como passei anos a repetir uma frase sem tomar consciência do que ela representava para mim. Tentava, a todo custo, passar esta mensagem, sem perceber o quão fundamental ela é para o nosso equilíbrio.
Parece uma contradição, certo?
Por toda a minha vida senti que não pertencia a este mundo. Sentia-me com uma extraterrestre dentro do meu próprio corpo. Ao ponto de desenvolver alergias respiratórias e reacções cutâneas facilitadas por uma pele muito especial – pele atópica!
A isto chama-se rejeitar quem somos num grau elevado na escala da rejeição!
E porquê? Para quê?
Levei décadas a perceber a causa principal. Esta costuma estar enterrada no nosso ser, tapada por mini causas que se disfarçam de principal para nos obrigar a aprofundar a busca.
Tenho o hábito de me comparar com os outros em tudo o que faço.
Será esta a causa principal?
Explica muita coisa… explica o perfeccionismo intrínseco à minha personalidade; explica também a minha insegurança; a necessidade de dizer sempre sim a tudo e todos para me sentir aceite pelos outros.
Mas será esta a principal causa de me sentir uma extraterrestre neste mundo?
Não me parece! Porque é que me comparo com os outros? O que é que motiva essa comparação? Quero ser outra pessoa? Quero tranformar-me noutro ser?
Curioso foi perceber que já o tinha percepcionado nos outros. Já há muito que tinha percebido que, hoje em dia, é habitual as pessoas compararem-se umas com as outras. Comparam-se por tudo e por nada. Por que um tem cabelo ondulado e o outro tem cabelo liso. Porque um é magro e o outro é gordo. Porque um tem olhos verdes, o outro tem olhos azuis e há também quem tenha olhos castanhos. Comparam-se pelo carro que possuem, pela casa em que vivem, pelo cônjuge que têm, pela roupa que vestem, pelo emprego que têm, por um ser mais simpático ou mais sociável, ou apenas por ter mais dom de palavra e o outro ser mais calado.
E porquê?
Seríamos mais felizes se, assim como que por magia, deixássemos de ser quem somos e adoptássemos outro corpo, outra vida?
Não. O que provoca esta necessidade de olhar para o outro e comparar o que somos com o que vemos nos outros continuaria presente. Pois está ali para nos despertar. Para nos apontar a nossa missão nesta vida.
O que percebi nos últimos anos é que nascemos assim porque o mundo precisa de nós como somos! O mundo, este mundo desequilibrado e em desarmonia, necessita da nossa evolução como seres energéticos através do corpo, do espaço, do tempo, das experiências que adoptamos para aprender de forma consciente e desprendida a aceitar.
E aceitar o quê?
A aceitar os outros como são.
A aceitar a oportunidade que nos foi concedida de mais uma aprendizagem terrena.
A aceitar as vicissitudes da vida.
A aceitar quem somos, com todas as nossas qualidades, os nossos defeitos, as nossas fraquezas, as nossas forças.
E porquê? Para que serve aceitar?
A capacidade de aceitação é a chave para elevar a frequência energética do mundo e de cada um de nós. O trabalho interior, de cada um para si mesmo, mudando a sua própria energia, a forma de pensar, de encarar a vida, de ver os outros e de se ver a si mesmo, desvenda a nossa essência e assim inundamos o mundo com amor, fé no Eu Universal e consciência global.
Não será essa a nossa missão no mundo?
Acredito que sim!

E como é que isso se faz?
Primeiro, pára de ser simpático contigo mesmo.
Sê antes empático e entende de uma vez por todas que a tua dor é a dor do mundo que todos nós somos.

Segundo, pára de ter vergonha de seres quem és!
Sê antes compassivo e aceita de uma vez por todas que tens direito a ser quem és. É um direito intrínseco à tua essência e, por isso, a qualquer jornada terrena.

Terceiro, pára de te comparar com os outros!
Sê antes autêntico e valoriza o ser único que és. És diferente e ainda bem. Não tens que te identificar com ninguém e muito menos tens de ser igual a outro alguém.

Por fim, lembra-te que estás cá apenas para vivenciar a vida à tua maneira, tendo consciência de quem és, das aprendizagens que te trouxeram de volta a este mundo, o caminho que tens para caminhar, as vivências, as partilhas e unir tudo isso e oferecer ao mundo!
Da mesma forma que eu farei e que as outras pessoas farão!
E dessa forma, pela junção daquilo que nos faz únicos, vamos fazer o mundo evoluir!
Quando mais evoluídos, quanto mais centrados, quanto mais conscientes das lições que aprendemos na vida, maior a probabilidade deste mundo ser um mundo melhor!
E portanto, desta forma, abrimos espaço para nós, para o eu único, o eu magnífico, que só nós sabemos ser!
Por isso, começa a festejar a pessoa linda e única que és!
Ilumina o mundo com a tua luz, com a tua alegria, com a tua felicidade, com o teu ser único. Ilumina o mundo porque o mundo precisa de ti!

2 Replies to “Desperta! Chegou a hora!”

  1. Muito bem, a menina vai crescendo… Sempre gostei da tua forma de escrever.
    Acho que todos estamos a passar por esse processo, com pequenas diferenças, mas tudo leva a evolução da consciência de quem realmente somos em essência 😘😘😘

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s