Amor…

Falar sobre o amor…
Há muito quem fale sobre Amor…
Como pessoa racional, o primeiro passo foi sentar-me em frente ao computador motivada a produzir uma apresentação magnifica, que deixasse todos de boca aberta e completamente maravilhados com a minha espectacular capacidade de comunicação e sabedoria sobre o Amor.
O ego a tomar conta de mim!!!
E o que saiu? Uma folha em branco!
A sério! Quem melhor que uma folha em branco para representar o Amor?
Depois de muito pensar. Depois de muitos dias com a mesma folha em branco, percebi que o amor é uma folha em branco.
Fechem a boca, vá lá!
Acreditem! Não sou louca, nem isto é mais um programa de apanhados, se bem que seria com certeza o maior apanhado de todos os tempos!
O amor… uma folha em branco!
Pois. Não! Não bebi bebidas alcoólicas!
O que bebi?
Água. Apenas água!
E fresca. Bem, fresca!
Posso dizer que depois de ter chegado a esta conclusão – como verdadeira racional – coloquei várias questões a mim mesma, tentando contrariar esta ideia.
Em vez de uma folha em branco, peguei numa resma de papel!
500 folhas de papel em branco…
O amor é uma folha em branco…
Ok, 500 folhas de papel equivalem assim a 500 amores diferentes…
Não!
O amor é único!
Bem, podem imaginar! Desespero puro!
Ah meu Deus! Ajuda-me por favor!
Lá está! É neste momento que reconheço a sua importância. Passo dias sem pensar nele, mas basta uma situação destas e lá vem o “Meu Deus”.
Saí para dar uma volta pelas ruas; queria espairecer…
Talvez me surja a solução para esta situação toda.
Levei comigo o meu caderno preto…
Sentei-me num jardim, respirei fundo o aroma das plantas e ouvi com atenção o som dos pássaros a saltar de ramo em ramo. Fechei os olhos e deixei levar-me pela brisa suave daquela tarde de verão.
Poucos minutos depois, abri os olhos e peguei no meu caderno preto. Parte soltou-se da minha mão e abriu-se a meio – as folhas centrais cativaram a minha atenção.
Sem pensar arranquei a folha central e guardei o caderno. Fiquei ali, com aquelas folhas na mão, e fez-se luz!
Aquela folha central era composta por duas folhas, a da direita e a da esquerda. Cada uma das folhas tinha o lado interno e externo.
Ok. Então, o amor não é uma folha em branco. Temos o lado interno e externo, podemos ligar-nos a outra pessoa da mesma forma que estas duas folhas em branco.
Se alisarmos bem estas duas folhas quase parecem uma, se bem que são duas unidas numa.
Enfim, apenas uma folha em branco…
Eu sou uma folha em branco.
Tu és uma folha em branco.
Nós somos uma folha em branco, composta por duas folhas em branco.
Amor…
O que posso dizer, então, sobre amor?
O que será isso de amor?
Amor é o que une as folhas em branco.
Não, não falo de cola.
Falo da luz que percorre as folhas em branco.
Falo da luz que nos inspira, aproxima e conecta às outras folhas em branco, desvendando como tão simplesmente somos.
Amor é tudo o que tiramos de uma folha em branco.

One Reply to “Amor…”

  1. Para mim o amor não se escreve simplesmente sente-se.
    Como tal o amor é uma página em branco cheia de sentimentos que não se conseguem escrever.
    Mais uma vez parabéns

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