Quem sou eu?


Pergunta habitual e muito curiosa!
Levei anos para entender que era a pergunta errada.
Eu deveria perguntar “Por que sou quem sou?”.
Por que sou como sou?
Por que vivo as experiências que vivo?
Porque conheço as pessoas que conheço?
Ao alterar a pergunta que fazia a mim mesma, desvendei os meus valores fundamentais, aqueles que me guiam ao longo da vida. Sim! Amor, Bondade, Gratidão, Integridade e Tolerância.
A verdade é que todos são apenas um, Amor, porque tudo na vida é amor. Bem, acredito no poder do amor. Acredito num mundo de Bondade e Alegria. Vejo esse amor dentro de mim. Vejo esse amor dentro de todos ao meu redor. Ao entender isso, assumi o poder do amor como a minha maior força. Só assim poderia ser mais autêntica.
Esta tomada de consciência foi, com certeza, mais um degrau no meu despertar. Levou-me às minhas necessidades – as necessidades por trás das minhas acções, das minhas palavras, das minhas experiências, das minhas emoções, dos meus sentimentos, da maneira como me relaciono com os outros e comigo mesmo!
Assim, percebi que vivia sem limites. A necessidade de ser reconhecida, de ser amada, de ser aceite pelos outros fez-me aceitar tudo o que os outros queriam. Tomei consciência da falta de amor-próprio que vivia – dava aos outros sem dar a mim mesma. Dessa forma, não era autêntica. Estava apenas a ser o que os outros esperavam de mim.
E porquê?
Acreditava que não merecia ser amada. Essa era a razão para não viver com limites saudáveis. Acreditava que tinha que aceitar tudo o que os outros pediam para ser aceite e amada, pois só seria valorizada se amasse incondicionalmente os outros.
Este é um erro recorrente, quando falamos de amor incondicional. Temos a ideia errada que o amor incondicional consiste em aceitar tudo o que os outros querem. Fomos ensinados que não existem limites no amor incondicional.
A verdade é que amar não é aceitar tudo, sem limites. Ao fazê-lo estamos a negar amor a nós mesmos! O amor que damos aos outros vem de nós. O amor é respeitar a nós mesmos e, em seguida, respeitar aqueles ao nosso redor. Amar é ser gentil, amoroso, compassivo e tolerante connosco e depois com outra pessoa. O amor é ser autêntico e permitir que outras pessoas sejam autênticas connosco. Amar é saber o que estamos dispostos a fazer para ajudar alguém e que não estamos dispostos a fazer, mesmo se alguém pede a nossa ajuda. Amar não é julgar, nem mesmo a nós mesmos.
Estas são as grandes diferenças entre ser amoroso ou ser um capacho!
Há alguns anos, era um capacho. Qualquer um conseguia tudo de mim, porque eu era uma boa menina. Tinha essa crença estúpida de que tinha que ajudar os outros, porque era uma boa menina. Não podia dizer não. As boas meninas não dizem não. Eu acreditei realmente que era uma pessoa amorosa.
Sabem de uma coisa?
Não era gentil nem amorosa. Era egoísta. Em vez de ajudar os outros, estava a magoá-los, porque não estava a permitir que assumissem a responsabilidade pelas próprias vidas.
E como comecei a ser mais autêntica?
Simples.
Passei a estar ciente de minhas necessidades e como as satisfazia. Por vezes, procuramos uma forma que parece a mais fácil de satisfazer uma necessidade e, no final, é a mais dolorosa e difícil. Em vez de satisfazer essa necessidade, estamos a afastar-nos da solução mais adequada.
Assim, questionava as minhas decisões: será que estou a fazer isto por vergonha ou para não ficar mal vista? As respostas a estas questões iluminavam o julgamento interior. E assim, aderi ao não julgamento!
Aceitei-me com todas as falhas e virtudes que trouxe a este mundo.
Senti-me livre para me transformar apenas quando queria fazê-lo.
Querer mudar algo em mim não é uma demonstração de não-aceitação.
O crescimento é um caminho de amor e aceitação.
Ser autêntica é amar a mim mesma de uma forma que não sinto mais a necessidade de me esconder dos outros, nem mesmo esconder a minha estranheza.
Somos todos estranhos de certa forma.
Através da aceitação, libertamo-nos para viver plenamente e, assim, iluminamos o mundo, porque o mundo precisa de seres autênticos e genuínos!

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