Meditação durante o eclipse da lua

Convidada por uma amiga, fui a uma meditação em grupo em pleno eclipse da Bloody Moon. A meditação chama-se “Dois Corações” – meditação que abre os chakras do coração e da coroa.

Ultimamente, tenho meditado muito mais do que o habitual. Hoje (ainda não dormi, por isso ainda é sexta-feira para mim), senti um fluir de energia muito forte nos membros inferiores e superiores e também um formigueiro gostoso na coroa e no coração.

No fim, senti dor no tornozelo e calcanhar esquerdo, para além de, mais uma vez, me questionar. Desta vez, foi por causa de não conseguir visualizar um acontecimento em que tenha sentido felicidade ou alegria.

No momento não dei grande importância à dor. A minha cabeça matutava no porquê de não conseguir recordar-me de um evento feliz. Como? Em 41 anos não tive momentos felizes? É ridículo, pois eles existiram e continuam a existir. Afoguei-me nessa ideia de não ter momentos felizes dignos de serem recordados.

Durante a meditação, recordei-me das pessoas em vez de acontecimentos. Foi assim que consegui acompanhar o que era pedido. Curioso! Fiquei tão desconcertada com a ideia de não ter momentos felizes, que nem me apercebi que as minhas memórias encontraram pessoas maravilhosas, que, sempre que me recordo delas, me desenham um sorriso no rosto e me aquecem o coração (isto é, mais do que já é!).

Não me recordei dos acontecimentos, porque o mais importante para mim não é o local ou o evento em si e, sim, as pessoas com quem partilho esses momentos. Pode ser apenas uma conversa com um amigo dentro de um carro, numa rua perdida no meio do nada. O evento não é especial, o local onde acontece não é digno de recordação. Já a gargalhada com aquela pessoa ou a partilha de dúvidas, experiências ou ideias… não há igual! É tudo o que levo desta experiência louca de anos e anos a passar por ciclos de oportunidades de aprendizagem e, curiosamente, para aprender o que sempre soube, ou seja, para apenas despertar a minha essência!

Venha ela! Está na hora de despertar!

Nota: a dor no calcanhar/tornozelo pode indicar a necessidade de ser mais tolerante comigo mesma, aproveitando os pequenos prazeres da vida; e por ser no esquerdo (controlado pelo hemisfério direito do cérebro), parece que, naquele momento, estava a agarrar-me demasiado ao meu lado racional (hemisfério esquerdo), em vez de me libertar pela imaginação, pelas sensações e pela intenção oculta de homenagear as pessoas maravilhosas que tive, tenho e terei na minha vida! Sou grata por cada uma delas!

 

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