Como acreditar que o amor existe?

O workshop O amor que nos faz bem foi alvo de muito interesse. Desse workshop surgiram questões curiosas sobre o amor e a que serve de título a este post foi a que mais ouvi – como acreditar que o amor existe?
Esta e outras questões foram lançadas por pessoas que, mesmo acreditando que o amor é essencial, não sabem como acreditar que o amor existe porque não conseguem encontrá-lo em ninguém. O que pude perceber é que esta ideia está relacionada com o fracasso das muitas relações que viveram.
Aos poucos foi possível perceber que, na sua maioria, acreditam num amor incondicional, um amor completo, se bem que até agora não o encontraram. Por isso, como é que podem acreditar que esse amor existe?
Todas estas questões são interessantes e, de certa forma, foram questões como estas que me levaram a organizar um workshop sobre o amor e a dar-lhe o nome O amor que nos faz bem. Habitualmente, quando falamos de amor, falamos do amor de alguém por nós e nosso por alguém, certo? Mas o amor que nos faz bem não é o amor que alguém tem por nós ou o amor que nós temos por outro alguém, e sim o amor que nós temos por este alguém que somos nós.
Por outras palavras, o amor que nos faz bem é aquele amor que temos dentro de nós e que depois transborda para os outros. Só que existe uma crença que o amor vem de fora. E isso não é verdade! Nós somos amor, esse amor transborda, toca outros e dessa forma há uma partilha desse amor, porque todos nós somos amor. A verdade é que nos sentimos incapazes de fazer transbordar esse amor, porque as mazelas de relações passadas impedem-nos de partilhar quem somos de verdade.
Porque razão insistimos nós em achar que todas as relações que vivemos vão provocar as mesmas desilusões? Quantas vezes já nos desiludimos a nós mesmos? Provavelmente, muitas vezes. E como podemos achar possível que outros não nos desiludam, quando nós o fazemos? Afinal, estamos apenas a dizer que não acreditamos no amor, por causa das desilusões amorosas que sofremos. E sustentamos essa descrença numa desilusão amorosa que, por sua vez, está sustentada numa necessidade que não vimos respondida numa determinada relação amorosa. Esperávamos uma resposta e não a recebemos.
Esta desilusão acontece por querermos ser amados por alguém sem nos amarmos a nós mesmos. E que tal superar essas desilusões deixando transbordar o amor que somos? Acredito que não temos amor para dar. Nós somos amor. É essa energia que nos aquece, nos impulsiona, dá alento e força para levar as coisas, para viver e experienciar a vida. O que há a fazer é permitirmo-nos a vivê-la e, assim, deixámo-la transbordar para tudo o que fazemos e todos com quem partilhamos quem somos.
Acredita no amor que te faz vibrar!
E sê feliz!

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