A um passo do Ser


2018 está a chegar ao fim.
E com ele chegam as resoluções de ano novo.
Sonhos e mudanças desejadas comprimem-se num só dia para se espalharem na temporalidade de mais um ano que nos abre a oportunidade de ser melhor.
Ser melhor… ser a melhor versão de nós mesmos…
Nos últimos tempos, ouve-se muito esta ideia de desvendar a melhor versão de nós mesmos. Soa tão bem e, ao mesmo tempo, tão mal!
A melhor versão de nós mesmos não existe. Acredito que podemos melhorar o nosso comportamento, a forma como nos relacionamos, os resultados que atingimos, entre muitas outras coisas, se bem que partimos sempre do ser perfeito que somos agora e sempre!
O grande erro é que passamos a vida a comparar-nos com os outros e a julgar quem somos, por isso acreditamos que só quando correspondermos às expectativas criadas pela nossa mente mentirosa e brincalhona é que seremos perfeitos.
O ano de 2018 foi como uma pitada de sal nessa grande ferida do julgamento… 2018 veio para estimular o amor-próprio, a auto-confiança e a criatividade, através do desenvolvimento de relacionamentos harmoniosos. No início, pode ter ardido muito, se bem que ajudou a cicatrizar.
2018 chegou com essa vibração energética, se bem que, para mim, foi um ano de introspecção. O silêncio e o meu canto, o meu espaço, o tempo para me aquietar e apenas respirar foram absolutamente necessários para me transformar e, especialmente, tomar consciência de mim mesma e dos que me rodeiam para transformar conhecimentos adquiridos através da experiência em pequenas epifanias.
Comecei o ano de 2018 imersa em pesquisa, reflexões e artigos por escrever… tudo parecia claro e perfeitamente encaminhado para o sucesso. Termino 2018 imersa em dúvidas, medos, crenças desacreditadas e uma completa desconstrução do ser que sempre achei ser.
A verdade é que esta construção foi feita baseada no comportamento, no resultado, no pensamento e nunca no ser.
Isto pode passar a ideia errada de que foi um ano mau. Não foi! Foi um ano excelente para ser! Sinto que valorizo cada vez mais o ser eu mesma do que espelhar o meu comportamento de acordo com o que eu penso ser expectável. Valorizo muito mais o caminho que faço do que sobrevalorizar o resultado que obtenho. Sinto que estou cada vez mais viva no que é mais autêntico no ser que sou em vez de viver no meu pensamento.
O que fica então para 2019?
Parece-me que nestes últimos dias de 2018 e o primeiro mês de 2019 será para repensar atitudes e finalmente assumir a minha independência, seja ela financeira ou emocional.
O ano de 2019 vem envolto numa energia vibrante, agitada, positiva! Será um ano menos sentimental, favorecerá mais a criatividade, a comunicação e o nosso lado mais analítico e crítico. Mesmo assim, é um período intenso!
Para mim, 2019 é um ano de realização criativa. Os relacionamentos são mais criativos e menos controlados. O pensamento é mais genuíno. O comportamento é mais autêntico. A vida é mais ser! Ser autêntica, genuína e vulnerável!
Ser feliz!
E é isto que desejo a todos vocês – autenticidade, genuinidade, vulnerabilidade e felicidade!
Escolham sempre ser a perfeição que apenas vocês conseguem ser!
Que a saída de 2018 seja uma experiência maravilhosa de impulso para serem autênticos!
E que a entrada em 2019 seja o início criativo e vulnerável de uma viagem inesquecível!
Feliz Ano Novo!

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