Apenas tu fazes sentido!


O momento em que percebi que escolhi a pessoa errada…
Apenas por medo e carência…
E num segundo tudo muda!
Um olhar mais profundo, mais presente, mais sincero desvenda o medo… o medo de sofrer; o medo que vem de uma lembrança do passado; lembrança vazia, uma lembrança como tantas outras – uma lembrança que engana!
E a carência?
Uma carência que escolhi para mim, depois de uma vivência difícil, depois da mágoa…
Essa carência é a resposta à necessidade de estar comigo mesma, sozinha.
A necessidade de me apaixonar por mim mesma.
E, por isso, provoquei essa carência da atenção, do carinho, do toque, da presença dos outros.
Curioso!
Foi esse medo e carência que me levou a um envolvimento vazio apenas para me proteger.
Proteger?
Proteger de um sentimento que pensei sentir e não senti!
Proteger de uma dor que vivi e temo voltar a sentir!
Por isso, escondi dentro de mim esse sentimento que me desalinha.
Procuro assim calá-lo com relacionamentos vazios, relacionamentos sem disponibilidade, sem cuidado, sem carinho, sem companheirismo, sem presença… apenas algo que me prende e me impede de me entregar àquela pessoa que sinto ser o meu reflexo.
E assim, ocupada com relacionamentos vazios, impeço-me a mergulhar num relacionamento companheiro, carinhoso, atencioso, de cuidado e de encontro com quem sou.
E desta mesma forma demonstro que ainda muito caminho tenho pela frente de volta ao meu coração.
Esta é a maior dificuldade em momentos de dor – de superação dessa dor – de solidão… saber viver estes altos e baixos, as quedas…
O que fazer então?
Tanta coisa e nada!
Escolho levantar a seguir a uma queda! Levantar é, para mim, assumir o erro e corrigi-lo!
Aquele momento, aquele olhar mais profundo, mais genuíno, mais sincero, mais límpido… aquele olhar é a força que preciso para assumir o amor que sou. Assim, volto ao caminho que sempre fez sentido para mim.
São estes momentos que me levam ao teu abraço, tu que tanto me lembras um passado que me magoou.
Tu que és único.
O passado fez de mim quem sou hoje. A vivência, boa ou má, ensinou-me a ser tua!
E num olhar, desanuviado o medo, apenas tu fazes sentido!

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