Sou suficiente!


Penso que todos vocês já perceberam que amo escrever!
Amo partilhar ideias, sentimentos, insights, dúvidas…
Articular um pensamento atrás do outro e, no final, chegar a uma mensagem que é partilhada e com a qual alguém se identifica.
No entanto, há dias em que fico…
Não sei!
Há dias em que me sinto despida de palavras!
Se bem que continuo a ter muito para partilhar convosco e mesmo assim não me sai nada – não consigo organizar ideias.
Por entre o turbilhão de inputs que me chegam não consigo organizar as palavras.
Não consigo transformar palavras em frases e frases em texto.
E, nestes últimos dias de Julho e os primeiros de Agosto, senti muita dificuldade em escrever.
Aliás, senti dificuldade em meditar.
E é nesses momentos de meditação que abro o caminho para a mensagem que partilho todas as semanas convosco.
Quando estes momentos acontecem, costumo virar-me para uma arte que não é a minha arte.
Nesta última semana, aconteceu-me procurar os lápis de cor e as folhas de desenho para contrariar o bloqueio criativo que estava a sentir.
Sempre fui muito limitada no desenho…falo de desenho de paisagens ou pessoas, pois o meu prazer vem do desenho abstracto.
Brinco com figuras e cores desconexas que se transformam num todo!
Várias cores se juntam para dar um todo!
E tem sido assim que tenho passado a última semana; sempre que procuro escrever e não consigo, recorro aos lápis de cor e às folhas de desenho.
Passei a semana toda a rabiscar um texto para publicar este sábado e voltava sempre aos lápis de cor e à folha de desenho habitual.
Hoje de manhã, liguei novamente o computador para despejar a mensagem deste fim-de-semana e fiquei com uma folha em branco. Tal e qual tinha começado!
Sinto o tanto que tenho para partilhar a querer fluir, se bem que nada fazia sentido! Por isso, os lápis de cor e a folha de desenho…algo me dizia para voltar ao meu tempo de criança…
Deixei-me absorver pelas cores, pelas figuras, pelo sentido de cada uma em separado até que se ligassem entre si como um todo colorido!
No final da manhã, sentei-me e fechei os olhos!
Meditar?
Não, nem pensar!
Era hora de falar comigo mesma!
E assim foi!
Como sou tagarela e falo pelos cotovelos, é difícil escrever ao ritmo que penso ou falo, por isso decidi gravar.
E o resultado dessa conversa foi perceber que há momentos em que a impossibilidade de fazer algo que tanto amamos pode levar-nos para uma experiência única de encontro connosco mesmos.
Através do confronto com o que que estamos a sentir e não estamos a ser capazes de reconhecer e assumir, com o que estamos a pensar e não faz sentido, e com o que estamos a viver, mesmo que seja um vazio de palavras, chegamos à criação de quem somos de verdade!
Percebi que estes momentos de bloqueio criativo surgem quando tenho necessidade de me desapegar das crenças que me levam a pensar que não sou suficiente.
Sou suficiente!
Seja uma frase desconexa de sentido ou uma frase repleta de significado…
Seja um texto ou um todo colorido…
Seja a escrita ou o desenho…
Sou suficiente!
Abraçar novas formas de criar apontou crenças sem sentido que me limitam e impedem de apenas ser quem sou. Por tudo isto, decidi partilhar convosco o todo colorido que reflectiu o que sentia e temia, o que pensava sem sentido, o que vivia esta manhã.
Partilho convosco na esperança que, ao olhar para este desenho, ao olhar para este aglomerado de cores, ao olhar para estas linhas sem sentido, criem significado no vosso dia e sejam felizes por serem quem são e como são!
Bom fim-de-semana!

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