Ciúme


Há uns dias atrás, após uma meditação bem curta, veio-me à mente a palavra ciúme!
Recordei-me de um artigo que partilhei aqui, há uns anos, no qual reflectia se “O amor e o ciúme podem coexistir?”.
Penso que foi assim que me chegou a ideia de desenvolver melhor o tema do ciúme!
A verdade é que não quero repetir a ideia passada no artigo anterior, por isso pensei usar a numerologia para explicar este conceito, esta palavra…
E talvez assim consiga demonstrar melhor a função da numerologia no processo de transformação pessoal.
Ciúme é uma palavra composta por 5 letras (2 consoantes e 3 vogais). As consoantes correspondem à expressão externa do ciúme e as vogais correspondem ao impulso da alma. Todas juntas correspondem ao número da palavra completa. Desta feita, a definição deste conceito surgirá pela conjugação desses três números.
O número de expressão externa da palavra ciúme nasce do 3 correspondente ao C e o 4 referente ao M. Estas consoantes totalizam 7.
O número do impulso da alma da palavra ciúme nasce do 9 correspondente ao I, do 3 referente ao U e do 5 correspondente ao E. Estas vogais totalizam 17, o que reduzido a um dígito dá 8.
O número da palavra completa nasce da soma do 7 com o 8, totalizando 15, que reduzido a um dígito dá 6.
Antes de explicar o que querem dizer estes números, convém lembrar que sentimos ciúme quando julgamos o comportamento de outra pessoa. Justificamos essa emoção com a ideia que alguém fez algo que justifica a nossa desconfiança.
O número 7 é o número do conhecimento. Sendo este o número de expressão exterior, podemos concluir que o ciúme é sentido por alguém que detém o conhecimento total sobre o que motiva o comportamento do outro. Logo, sentimos o que esse comportamento nos faz sentir.
A verdade é que o número 7 é o número do conhecimento e também da introspecção – o número da ligação, da conexão connosco mesmos. Por isso, o ciúme será sempre o conhecimento que obtemos de nós mesmos através das atitudes e comportamentos em relação às outras pessoas.
Por outras palavras, desconfiar de outra pessoa é um comportamento nosso que surge porque nós estamos a fazer um julgamento do Outro e dos eventos, e não porque alguém fez alguma coisa. Esse julgamento parte das emoções que sentimos.
Habitualmente, o ciúme nasce da insegurança que sentimos. E esta insegurança é uma demonstração de que algo está desequilibrado no nosso interior. Assim, projectamos essa desconfiança nos outros – afinal, é mais fácil desconfiar dos outros do que de nós. Com essa projecção acabamos por transferir para os outros a responsabilidade da nossa insegurança. Erro crasso, pois a responsabilidade da nossa insegurança é nossa e de mais ninguém!
No fundo, o que o ciúme está a fazer é a motivar a tomada de consciência do que se passa dentro de nós – o porquê deste ciúme, o que é que me faz sentir assim, o que é que me faz ser tão insegura nesta relação. A maior parte das vezes, esta insegurança está ligada à oscilação que vivemos ao nível da nossa auto-estima. Umas vezes temos uma auto-estima baixa e outras vezes temos uma auto-estima alta – não conseguimos estabilizar o nível da nossa auto-estima.
De apenas duas consoantes é assim possível perceber que o ciúme é uma bofetada do Universo para provocar uma transformação interior. Todavia, as três vogais dão uma visão mais alargada do conceito do ciúme.
O número do impulso da alma é o número 8, que nasce do número 17. E é importante saber de onde surge o 8, porque a origem deste dá-lhe uma explicação mais profunda. Nesse sentido, este 8 deve ser entendido como o Eu que precisa de reconhecer as capacidades e o merecimento de si mesmo através do auto-conhecimento para alcançar o poder pessoal e a abundância, seja ela material, emocional ou espiritual.
Então, o que é que isto quer dizer?
O número 17 é composto por dois números: o 1 e o 7. O número 1 corresponde ao Eu. O número 7 corresponde ao conhecimento, como já disse anteriormente. O 8 está relacionado com a capacidade em reconhecer o valor do Eu.
Ou seja, sendo o ciúme uma forma de tomarmos consciência de algo que nos está a enfraquecer, que está a provocar-nos insegurança e que não sejamos tão confiantes em relação a nós mesmos e aos outros, ou seja, que enfraquece a nossa auto-estima, o primeiro passo a dar para lidar com esse “algo” deve ser a tomada de consciência do porquê de estarmos a sentir ciúme. Neste caso, é necessário conseguir parar e olhar para dentro e questionar o que é que aquela emoção está a tentar dizer.
E depois?
Há que reconhecer as capacidades e o merecimento, o valor, que não estamos a ser capazes de reconhecer: (1) identificar o que estamos a sentir; (2) perceber o porquê de estarmos a sentir o que sentimos; (3) tomar consciência das comparações que fazemos com os outros e o efeito que isso tem no nosso auto-conceito; (4) reconhecer o nosso valor; (5) alcançar ou recuperar o nosso poder pessoal; e, dessa forma, (6) equilibrar a nossa auto-estima. Tudo isto nos leva à abundância material, emocional e espiritual.
E depois disto, o que mais pode ser dito sobre o ciúme?
Com as cinco letras da palavra chegamos ao número da palavra completa. Este número é o 6, que nasce da soma entre o 1 e o 5. Este último é realmente importante, porque a palavra ciúme tem 5 letras, a última letra da palavra equivale ao 5 e o 6 nasce também de um 5. Este número é o da transformação. Há pouco dissemos que o número 1 corresponde ao Eu e, agora, temos o 5 como o número da transformação. Estes dois números juntos dão o 6, que é o número da harmonia.
Esta harmonia é dentro do Eu e no relacionamento do Eu com o Outro, referente aos dois elementos que constituem uma relação. Assim, se num relacionamento há duas pessoas, quer dizer que cada uma dessas pessoas devem ter uma relação harmoniosa consigo mesmo para poder ter um relacionamento harmonioso com o Outro.
Posto isto, podemos concluir que vivemos o ciúme para potenciar determinadas transformações para criar essa harmonia no relacionamento com o Eu e com o Outro. Por isso, chegamos a uma ideia que define o ciúme como uma ajuda para o amor, principalmente para o amor-próprio. Por exemplo, acontece por vezes a acomodação a uma determinada relação, principalmente as mais longas. E quando isso acontece, por vezes, o ciúme surge como uma chamada de atenção, como uma bofetada para sacudir essa acomodação e trazer uma nova dinâmica ao relacionamento do Eu com o Eu e do Eu com o Outro.
Por fim, quando falo sobre o ciúme perguntam-me:
«Não sentes ciúme?»
A resposta é um redondo SIM.
«E não dizes nada, não demonstras nada?»
A resposta é um redondo NÃO.
Quando sinto ciúme, o que faço é olhar para dentro. Procuro viver as emoções dentro de mim e questiono-me sobre o que estas me dizem. Dessa forma, consigo transformar-me e recriar-me dentro daquilo que os relacionamentos me permitem aprender.
E assim, CRIO CLAREZA nos meus relacionamentos!

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