O nosso líder!


O sol quente…
O vento calmo…
Os pássaros cantam.
Empurrei-me para o terraço!
Sentei-me à sombra e fechei os olhos.
Por alguns minutos, dei atenção à agitação dos pássaros, a saltar de árvore em árvore.
Tenho o hábito de meditar, de preferência na natureza.
Por isso, a certa altura, dei por mim a focar na minha respiração.
Quando medito, faço-o com uma intenção: limpar, proteger, enraizar, relaxar…
Por isso, pratico meditação guiada.
No entanto, hoje, foi diferente.
Meditei, sem intenção, sem orientação.
Apenas foquei na minha respiração.
Pouco tempo depois, senti o topo da cabeça e a planta dos pés a formigar.
Acontece-me isso sempre que visualizo uma luz branca a entrar pelo topo da cabeça (meditação guiada de limpeza e protecção, por isso o formigueiro no topo da cabeça) ou quando visualizo as minhas raízes a saírem da planta dos meus pés e a mergulhar em direcção ao âmago da Terra (meditação guiada de enraizamento, por isso o formigueiro na planta dos pés).
A verdade é que aconteceu tudo ao mesmo tempo.
Não segui a sequência habitual.
Deixei levar-me pelas sensações…
Esse formigueiro cresceu pelo corpo.
O formigueiro da planta dos pés subiu para as pernas, coxas, anca, costas e abdómen.
O formigueiro do topo da cabeça invadiu o crânio e espalhou-se pelo lado direito e esquerdo do cérebro, pelo pescoço, pelos ombros, costas e peito.
A sensação foi estranha!
Inicialmente, senti apenas cada um dos formigueiros.
A certa altura, senti-me a ser trespassada por uma espiral de energia.
A espiral era mais forte, mais presente, mais consciente.
As duas forças uniram-se ao nível do timo e abriram um túnel de energia.
Por ele, fluía uma espiral de luz branca mesclada com a energia da Terra.
A energia esteve ali presente, durante alguns minutos;
Por vezes, senti uma pressão brutal naquela zona.
Ainda sinto.
Sinto essa pressão…
A pressão no peito e nas costas…
A pressão nas costas é mais suave que a do peito, porém é acompanhada por um peso.
Esse peso nas costas leva-me a curvar sobre o peito, como se quisesse esconder aquela pequena glândula, o timo.
O timo é a glândula correspondente ao quarto chakra – o chakra cardíaco.
O chakra cardíaco é o centro de união entre a pessoa e o colectivo, entre a densidade e a subtileza, entre o humano e o divino. É aqui que os três chakras pessoais (basal, sacral e plexo solar) se unem aos três chakras colectivos / divinos (laríngeo, terceiro olho e coroa); é aqui que se une o nosso lado pessoal com o nosso lado colectivo / divino.
Sempre que foco nessa pressão, nesse fluir de energia, sou invadida por mensagens de gente aprisionada, de corações escondidos, de pessoas curvadas pelo medo e pela dúvida.
Foi com estas mensagens gravadas na mente que prossegui o meu dia.
E foram elas que me empurraram para um pequeno livro…
Dentro dele encontrei um excerto de um poema do Imperador Meiji:

«A casa aguenta-se firme graças ao pilar central. As famílias prosperam porque há um mestre, um líder da casa.»

Poemas do Imperador Meiji, in Reiki para o corpo e a mente, de João Magalhães

O nosso coração é o nosso líder, pois é ele que equilibra o ego com o espírito.
Por isso, a união destas duas energias ao nível do timo. A mensagem a descodificar era a importância de resgatar a nossa auto-estima, de compreender o valor de cada um de nós e, principalmente, de tomar consciência que o medo que sentimos, hoje em dia, não é real.
É um peso que nos estão a colocar em cima para desviar a nossa atenção da nossa força como indivíduo e como colectivo.
Este peso curva-nos!
Fecha-nos o coração!
Obstruí o nosso poder pessoal!
Esta ilusão aprisiona-nos a coisas sem sentido!
Afasta-nos do nosso líder – o nosso coração!
Desliga-nos do nosso lado pessoal!
Esconde-nos o nosso lado colectivo!
Impede-nos de assumir a nossa responsabilidade no equilíbrio deste mundo!
Lembram-se daquela pequena glândula que falei há pouco?
O timo participa na regulação da defesa imunológica do organismo, o microcosmo.
E, curiosamente, nós temos uma função fundamental na defesa do nosso mundo, o macrocosmo.
Para isso, precisamos abrir os olhos e ver o que está a acontecer à nossa volta!
Sem medo!
Sem peso!
Apenas conscientes da nossa força de vontade, do nosso poder como pessoa e do nosso impacto como colectivo, como unidade subtil de transformação e transmutação das forças ocultas que tentam destruir a nossa essência.
Faz sentido para vocês?
Partilhem comigo a vossa opinião!
Deixam o vosso comentário ou, se preferirem, falem comigo aqui!

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