Guerra dos sexos: julgamento


Homens de um lado…
Mulheres do outro…
E tentativas frustradas de relacionamentos amorosos pelo meio.
Tem sido assim, a ilusão em que vivemos há séculos!
Críticas de lado a lado…
Comparações desmedidas a todos os níveis…
Inconsciência generalizada.
E esta é a estória que nos contam há anos!
Acoplada a esta estória vem uma sobre o amor ser sofrimento – quem ama sofre!
Outras são que tanto ouvimos, como por exemplo: quando um homem ama uma mulher, ele arranja maneira de estar com ela; se não está com ela é porque não a ama.
Ultimamente, tenho sido bombardeada com estórias destas.
Quase parece o Universo a forçar a reflexão sobre estas crenças (chamemos assim) relacionadas com o amor, os relacionamentos e as questões entre homens e mulheres.
Obrigada Universo, pelo empurrão!
E vamos começar pelo início!
Vamos começar pela guerra dos sexos…
A ilusiva guerra dos sexos tão presente nos relacionamentos, de outrora e de hoje, assenta em três pressupostos: (1) julgamento; (2) comparação; e (3) inconsciência.
Hoje, quero falar do primeiro pressuposto apenas.
Quero abordar apenas um, de cada vez, para evitar alongar-me em demasia.
Por outras palavras, para vos facilitar a vida!
Falemos então de (1) julgamento!
O acto de julgar consiste em sentenciar, avaliar, crer, supor, criticar, calcular, imaginar.
Pelo menos é o que a Infopédia diz!
Julgar tem origem na palavra latina iudicare, que une a palavra latina ius, que significa lei, e dicere, que significa falar. Ou seja, pela origem da palavra, ao julgar estamos a dizer algo que é lei.
Curioso!
Será lei, quando ouvimos as mulheres dizer que os homens são todos iguais?
Será lei, quando ouvimos as mulheres dizer que os homens são todos machistas?
Será lei, quando ouvimos os homens dizer que as mulheres são todas sentimentais?
Será lei, quando ouvimos os homens dizer que as mulheres são todas complicadas?
Ou será apenas censura, crítica, suposição, juízo de valor?
Juízo infundado de valor…
Gente, para podermos julgar alguém é necessário colocar-nos no seu lugar.
Será que isso é possível?
Será possível ter acesso às memórias de tudo o que o Outro viveu?
Será possível ter acesso a todas as suas características, competências, sentimentos, medos, crenças, etc, e, durante esse processo, deixar de ter as nossas?
Será possível mudar de corpo, de personalidade, de mente, de espírito com outra pessoa para nos colocarmos no lugar dela?
Afinal, para nos colocarmos no lugar de outra pessoa, temos que abandonar a pessoa que somos e assumir a pessoa que o Outro é!
Então, por que razão julgar?
Estaremos sempre a julgar alguém sobre o nosso ponto de vista, porque não conseguimos ter acesso ao que provocou o ponto de vista do Outro.
Para quê julgar, então?
O que os homens pensam das mulheres ou as mulheres pensam dos homens nada tem de lei, nem mesmo de verdade!
O que tem é de condicionamento…
O que tem é de manipulação…
O que tem é de preconceito…
Vezes sem conta nos vemos em situações em que não compreendemos que todo o conflito que vivemos numa relação está relacionado com o condicionamento que essas estórias de autor desconhecido provocam nas nossas relações intra e interpessoais.
A guerra dos sexos nunca existiria se não estivéssemos condicionados por essas estórias, por essa pré-disposição a julgar!
E o mais engenhoso nesta manipulação é que o amor…
Lembram-se daquele sentimento que supostamente nos uniu a outra pessoa num relacionamento amoroso?
Pois, aí está!
O amor é livre de julgamento; diria mesmo, que o amor é libertar-nos desse julgamento!
E por mais ridículo que possa parecer, para amar temos que ser capazes de viver ao lado de outra pessoa como um cão vive ao lado de quem cuida dele!
O cão não julga as horas que fica sozinho em casa!
O cão stressa por estar sozinho, mas não julga!
O cão rói sapatos, móveis, roupa – tudo o que tenha o nosso odor, mas não julga!
O cão vibra de alegria quando chegamos a casa!
O cão fica eléctrico, tal é a felicidade de nos ver!
O cão valoriza os momentos que tem connosco, por poucos que sejam!
Porque o cão é amor puro!
Devemos amar como um cão?
Talvez!
Será que a responsabilidade de sermos felizes é do Outro?
Nem pensar!
Queres amar incondicionalmente?
Então, esvazia a guerra dos sexos!
Liberta-te do julgamento!
E aprende a amar com o teu cão!
Se não tens cão, aprende a amar com o cão do vizinho, do primo, da tia, do sem-abrigo!
Liberta-te das estórias infundadas e ama sem medo, sem comparações!
Objectivo primordial: ser feliz!

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