Guerra dos sexos: comparação


Liberta-te das estórias infundadas e ama sem medo, sem comparações!
E foi assim que terminei o primeiro texto sobre a guerra dos sexos…
Liberta-te das estórias infundadas que te levam a julgar.
Liberta-te das estórias infundadas que te levam a comparar.
Liberta-te das estórias infundadas que te afogam em inconsciências.
Assim, esvazias a guerra dos sexos que te impede de amar!
Será este um bom resumo do texto da semana passada?
Talvez!
Vocês o dirão!
Hoje, quero abordar o segundo pressuposto em que assenta a guerra dos sexos: (2) comparação.
Sinto que procuramos aquilo que não existe nos outros, da mesma forma que nos recriminamos por não existir em nós…
Procuramos a perfeição!
E daí vem a ideia do ideal!
Quantas vezes te perguntaram qual é o teu ideal de mulher ou de homem?
O ideal é o que seria perfeito!
O perfeito é de si imperfeito, logo nunca seria ideal!
Ou seja, o ideal é uma ilusão…
O ideal não é amável…
A busca do ideal empurra-nos para uma vivência vazia de essência.
A busca do ideal empurra-nos para uma impotência amorosa.
Um homem conhece uma mulher – ou um homem conhece um homem, ou uma mulher conhece uma mulher – apaixonam-se e iniciam um relacionamento amoroso.
Passam pela fase do “Eu quero esta mulher ou este homem” – fase do Ego.
Apimentam esta relação com a fase da Ilusão – “Esta é a mulher ou o homem perfeito para mim” e, algumas vivências depois, a desilusão toma conta e aí começam a comparar aquela pessoa, que tanto amavam, com o ideal que criaram na própria mente.
E assim, passamos a vida a correr atrás do que entendemos ser ideal.
E assim, passamos a vida a correr atrás de uma ilusão.
E assim, passamos a vida a correr atrás daquilo que não existe.
E assim, passamos a vida a correr atrás de um amor impotente!
A questão que me fica disto tudo é: porquê?
Por que motivo nos apaixonamos por uma pessoa plena de subtilezas, de nuances, de espírito, plena de vida para depois questionar o que sentimos por causa de um ideal vazio de essência?
Por que razão duvidar de quem conseguimos tocar, beijar, sentir por causa de alguém que nem na nossa cabeça existe de verdade?
Porque passamos a vida a comparar quem somos com quem entendemos que devemos ser. E, consequentemente, passamos a vida a comparar quem amamos com quem entendemos que devemos amar.
Esta tendência para a comparação está relacionada com a nossa necessidade de ser valorizado, amado, venerado, admirado, desejado.
Esta tendência para a comparação existe quando não existe amor-próprio ou quando existe uma auto-estima desequilibrada.
Acontece o mesmo na guerra dos sexos.
Quando não abraçamos quem somos, o Todo que somos, questionamos o nosso valor como homem ou como mulher.
Não é porque adoptamos um corpo de homem que somos apenas masculino, acção, força, fogo, luz, Sol;
Não é porque adoptamos um corpo de mulher que somos apenas feminina, introspecção, subjectividade, densidade, inacção, Lua;
O homem também tem o seu lado feminino, introspectivo, subjectivo, sensível, denso…
A mulher também tem o seu lado masculino, activo, forte, livre, aventureiro…
Vivemos uma época em que tanto os homens como as mulheres estão a ser inspirados a assumir os seus dois lados, o masculino e o feminino.
Tanto homem como mulher estão a ser chamados a unir o Sol e a Lua em si, a unir a acção com a inacção, a unir a força com a fraqueza, a trazer um equilíbrio a si mesmos.
Hoje em dia, os homens estão a ser empurrados para um turbilhão de emoções e sentimentos e medos e questões e crenças que os levam a questionar se a forma como viveram até aqui, e como se relacionaram, é o mais adequado a si e àquilo que querem para a sua vida – se há sentido em continuar a viver assim!
E isto provoca conflito interno…
As mulheres já adoptaram uma postura mais masculina na vida! Mais liberdade sexual, mais independência financeira, mais insensível à sensibilidade dos outros. Hoje, as mulheres não sabem lidar com a insegurança, a desorientação, a fraqueza masculina, pois ainda acreditam num ideal de guerreiro, de salvador, de macho protector.
E isto provoca conflito interno…
Desejam algo que existe e que não conseguem reconhecer, valorizar, compreender, porque confundem o que desejam com o que entendem que devem desejar! Confundem o que existe com a ilusão de um ideal agradável de imaginar e impossível de manifestar!
Ai vida!
Vivemos perdidos em julgamentos, comparações e inconsciências em vez de apreciar as oportunidades maravilhosas que a vida nos oferece a cada dia!
É tão fácil ser feliz!
E nós insistimos em andar à deriva num oceano de desconexões…
Acorda!
Ama quem és!
Aprecia quem amas!
E sê grato pelo que a vida te dá!

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