A felicidade é a razão de existir!


Hoje decidi fazer uma meditação que já tinha visto há uns tempos…
Ficar cinco minutos comigo numa fase da minha vida em que eu já esteja a viver em plena felicidade.
E, todas as vezes que tentava chegar lá, aquela mulher feliz e concretizada e realizada, percebi que não conseguia dissociar isso de uma família feliz, de um relacionamento feliz, de uma profissão feliz, da realização pessoal, profissional e emocional.
Curiosamente, percebi que estava a pôr toda a minha felicidade dependente de um determinado objectivo.
Pensando assim, quer dizer que, sempre que tiver um objectivo para alcançar, para concretizar, eu não estarei feliz.
E isso é mentira!
Passamos anos da nossa vivência numa inconsciência tal, que nos leva a acreditar que a felicidade é um resultado de qualquer desejo, de um qualquer ter – Só sou feliz por causa de…!

Primeiro, a felicidade não é um estado!
A felicidade é essência!
A felicidade faz parte de ser!
Segundo, a felicidade não é um resultado!
A felicidade é a causa de tudo!
A felicidade apenas é!
A felicidade faz parte de nós!
A felicidade não é o resultado de uma determinada coisa; a felicidade é a causa, por que é partindo da felicidade que nós conseguimos sentir que temos tudo o que sempre desejamos, mesmo quando não atingimos os nossos objectivos.

Nos dias de hoje, existe uma grande inconsciência do que é uma relação e do papel da felicidade na relação. Entende-se que a relação é que deve provocar a felicidade, ou seja é essa relação que vai ditar se os elementos que constituem essa relação são felizes ou infelizes. No entanto, é a felicidade que cada elemento se permite viver, se concede a si mesmo, que vai alimentar um relacionamento feliz. Por outras palavras, cada um de nós deve levar para esse relacionamento um ser feliz – cada um de nós tem que ser feliz para poder viver uma relação feliz.

E essa é a maior inconsciência que vivemos nos dias de hoje – acreditar que o Outro nos vai fazer feliz, que uma casa ou um carro ou um namorado ou o fim dos problemas é que nos vai fazer felizes; quando os problemas desaparecerem todos, aí sim somos felizes.
Já deu para perceber que acreditar nisto não nos leva a lado algum.
A felicidade não tem razão para existir.
A felicidade é a razão de existir.
A felicidade não tem uma causa para existir.
A felicidade é a causa da existência.
Ela é a causa da existência da realização de uma pessoa, de um relacionamento feliz, de uma profissão feliz, de uma vida feliz. Ela não é o efeito de um objectivo concretizado. Ela não é o efeito da manifestação de uma determinada coisa. Ela é a causa da manifestação de uma determinada coisa.

E no caso dos relacionamentos, ambos querem que o Outro os faça felizes. E quando isso não acontece, criticam, julgam e isso acaba por trazer infelicidade, conflito no casal. Porquê?
Porque partimos de um pressuposto errado, porque dizemos ao outro que eu não sou feliz por isso tens que me fazer feliz e eu só sou feliz quando tu estás comigo 24 horas por dia, 7 dias da semana, 365 dias ao ano. E só estou feliz quando me dás tudo o que eu quero e preciso. Mas neste momento, eu não sei o que quero nem o que preciso, muito menos o que me faz feliz, por isso tu tens que saber, porque tu é que tens que me fazer feliz.

E essa é uma inconsciência que nos traz muito conflito, muito sofrimento, muita infelicidade.
Se pensarmos bem, em bebés éramos felizes, riamos de tudo, estávamos atentos a tudo, chorávamos quando as nossas necessidades não eram atendidas – exigíamos o que queríamos… só que muitas vezes éramos criticados, julgados e recriminados por chorar, por espernear, por bater o pé… o que levou a que começássemos a acreditar que não devemos ouvir as nossas necessidades, os nossos desejos, a nossa vontade. E dessa forma acabamos por esconder dentro de nós aquela leveza que tínhamos quando éramos bebés. E essa leveza é a nossa felicidade!
Claro, que existem conflitos, problemas, dificuldades para resolver…
E será mais fácil ou mais difícil, se encararmos esses conflitos, problemas, dificuldades com a leveza da nossa essência?

A maior inconsciência que vivemos e que provoca grande parte dos conflitos nas relações é acreditar que a felicidade vem de fora – para sermos felizes temos que ter!
E, na verdade, para sermos felizes basta querer ser!
Independentemente da vida que possamos ter… independentemente dos conflitos, dos problemas, das dificuldades, dos obstáculos que nos surgirem; independentemente disso tudo, podemos ser felizes, ou seja, podemos encarar esses conflitos, esses obstáculos, esses problemas, essas dificuldades que nos surgem na vida de uma forma mais leve.
Se conseguirmos separar-nos do problema ou do conflito temos uma visão mais abrangente do que estamos a viver. No entanto, se deixar que nos pese, estamos a entrar no problema, estamos a deixar que, mentalmente, nos transformemos no problema. Ou seja, estamos a receber todo aquele peso e esse peso impede-nos de ver de forma clara o problema e identificar oportunidades viáveis de solução para o problema.
Esta capacidade de se dissociar dos problemas, permite-nos entrar e permanecer num estado de consciência tal que nos liga a uma leveza que nos permite ver os problemas de outra forma. E isso é algo que quando não é feito, quando não temos esse cuidado, vamos acabar por atirar para cima dos outros a responsabilidade de nos fazer feliz. E se o outro não nos dá aquilo que precisamos para ser felizes, acabamos por julgar, comparar e criticar os outros.
Acabamos por ser infelizes!
Por isso, sê feliz!
Ri sem razão!
Dança quando e onde te apetecer!
Ama livremente!

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