Ouçam o vosso corpo!

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A vida é surpreendente! Dá sempre um jeito de nos apontar o caminho necessário à nossa evolução. Este toque ao acaso num cotovelo seco e áspero lembrou-me um livro maravilhoso, que há muito não abria. O teu corpo diz “ama-te”, de Lise Bourbeau, oferece-nos um ponto de vista metafísico para algumas doenças.

Quarentena

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Seja como for, concordo com a ideia que esta fase de confinamento, mais ou menos radical, é o caminho de transformações profundas na vivência humana, pois dá-nos a oportunidade de questionar como temos vivido, como temos abusado da sorte ao explorar o mundo da forma que o fazemos e como queremos viver daqui para a frente. Será que queremos continuar a viver na ilusão?

Eu não quero voltar à vida normal!

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É isso a vida normal? É difícil viver na confusão, na incerteza e na insegurança. A verdade é que, para mim, é cada vez mais difícil viver num mundinho normalizado, cheio de regras, caminhos pré-formatados e expectativas, que nem sabemos de onde vêm. Quem é que define as regras do jogo? Jogo ilusório, que passa uma ideia formatada de ser, de viver! Quem disse que para sobrevivermos temos que aceitar medidas definidas por sabe-se lá quem e impostas por um governo manietado por “forças ocultas”!? Onde está a liberdade no meio de tudo isto? Esta é a maior questão que me fica, neste período de quarentena!

E que venha 2020!

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E o ano de 2019 mostrou-me isso mesmo… Abriu-me oportunidades de tomar consciência do que é fundamental para mim.

Ciúme

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No fundo, o que o ciúme está a fazer é a motivar a tomada de consciência do que se passa dentro de nós – o porquê deste ciúme, o que é que me faz sentir assim, o que é que me faz ser tão insegura nesta relação. A maior parte das vezes, esta insegurança está ligada à oscilação que vivemos ao nível da nossa auto-estima. Umas vezes temos uma auto-estima baixa e outras vezes temos uma auto-estima alta – não conseguimos estabilizar o nível da nossa auto-estima.

Os três aspectos do Eu

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“Eu acredito que são ferramentas muito úteis para auxiliar no auto-conhecimento, se bem que somos seres com livre-arbítrio, podemos sempre escolher entre as imensas oportunidades que surgem na vida, mesmo que nos empurrem para um caminho diferente”

Multiculturalismo e o entendimento entre culturas

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O conceito de scarcity culture apenas torna claro que vivemos numa sociedade em que não existimos se não estivermos a fazer alguma coisa magnífica, em grande, com visibilidade. Existe a ideia que não interessa porque motivo as pessoas sabem o que fazemos, desde que saibam. Este tipo de cultura é alimentado pela vergonha, pela comparação entre pessoas e pelo descompromisso. A contemporaneidade encontra-se, assim, fragmentada por indivíduos perdidos entre tecnologias desconcertantes e momentos multiculturais, que juntam no mesmo espaço e tempo culturas com costumes diversos e, por vezes, contraditórios. Este abalo estrutural acaba por levar o indivíduo a desligar-se do seu papel na construção de uma sociedade assente no bem comum.

A imagem fantasma em Alberto Caeiro

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Esta sincronia pré-pessoal aponta, também, a sensação como imagem fantasma na poesia de Alberto Caeiro, uma vez que «as palavras levam a esperar sensações, assim como a tarde leva a esperar a noite » e «a significação do percebido é apenas uma constelação de imagens que começam a reaparecer sem razão », ou seja, as palavras são aqui o percebido transmutado em imagens que surgem do nada invisível do saber originário – «as imagens ou as sensações mais simples são, em última análise, tudo o que existe para se compreender nas palavras », porque «o nosso campo perceptivo é feito de “coisas” e de “vazios entre as coisas” », mostrando, assim, que «na leitura de um texto a rapidez do olhar torna lacunares as impressões retinianas, e que os dados sensíveis devem portanto ser completados por uma projecção de recordações ». O que pretende aqui dizer é que o sensível está envolto num caos ao qual se impõe um sentido pelo recurso às recordações colocadas em forma de dados.

O optimismo alimenta o sonho?

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O caminho – o nosso caminho – clama por método, perseverança, vontade e por um estado de espírito inspirado numa filosofia de vida positiva e associado a uma postura interveniente, participativa, próprio de quem espera o melhor, contribuindo com passos concretos para atingir o desejado. No caminho rumo aos sonhos surgem vários obstáculos para testar a nossa capacidade de acreditar na aspiração que nos move. A crise de valores pode bem ser um deles! É assim que nascem grandes feitos… nascem do sonho, da crença e de um estado de espírito que massaja a alma e empurra para a frente quando tudo parece perdido.

Onde aflui o ser quando cria?

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Genet é escritor e é pela palavra que procura abordar o trabalho de Giacometti. Esta ideia de passar da imagem à palavra levanta as primeiras questões que ficam deste texto – Como se aproximar textualmente do objecto artístico? Como transformar imagens, sons ou gestos em palavras? Como fazer ver através da escrita? Ao longo do texto, Genet aproxima-se das imagens de Giacometti, se bem que apelando à fabulação, isto é, projecta histórias e tramas nessas esculturas altivas e poderosas, quase como se estivesse a criar personagens de uma fábula. A descrição que faz das estátuas (mulheres) de bronze de Giacometti demonstra como projecta vida nelas, pois «nenhuma ponta, nenhuma aresta que corte ou rasgue o espaço, nada está morto» . Genet confessa a sua ligação emocional a estas mulheres de bronze ao dizer que «nunca conseguiria evitar o regresso a este povo de sentinelas doiradas – pela pintura – que, atentas, imóveis, velam (…) velam um morto» .

Será o livre-arbítrio uma utopia?

escrita técnica, ensaios

Parto para este ensaio com a ideia de que o livre-arbítrio é um estado mental que nos permite acreditar que somos responsáveis pela vida que temos e nos permite ser capazes de ver alternativas de resposta a uma determinada situação, que podem levar a uma escolha, decisão ou acção. O livre-arbítrio não é o resultado, nem uma escolha, nem uma decisão, nem mesmo uma acção. Logo, o livre-arbítrio não é influenciado por condicionantes internas ou externas. O que pretendo concluir é que a crença no livre-arbítrio permite-nos transformar a forma como pensamos, deliberamos e percepcionamos a situação que temos à nossa frente.

Será mesmo a acrasia uma fraqueza de vontade?

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O problema da acrasia é um problema antigo, muito debatido por filósofos, se bem que por vezes confundido com o vício. E parece-me que é esse o fundamento desta ideia de fraqueza de vontade. Muitas vezes a dependência (de bebida, drogas, tabaco, café, comida, sexo) são vistas como uma acrasia, ou seja, como uma fraqueza de vontade. O desejo de beber ou comer em excesso ou, então, o uso de substâncias alucinogénias ou o cigarro é, no entender de certos pensadores, maior que a razão. Concordo em parte. O desejo é maior que a razão. No entanto, estes desejos não consistem na vontade do agente. Estes desejos são vícios e não momentos acráticos.

A essência és tu!

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Como uma apaixonada pela numerologia e pela astrologia, devo admitir que a data em que nascemos e o nome que recebemos tem uma grande influência na nossa vida, interagindo com a nossa bússola interior, com o intuito de nos levar ao melhor do nosso ser.

Positivo ou negativo – ambos têm um papel na tua vida!

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Somos energia. E energia não é negativa nem positiva. É apenas energia. O Sol é negativo? O Sol é energia. Pode ser bom ou mau para nós. O Sol é uma boa maneira de recarregar e se sentir mais feliz. Aumenta a produção de seratonina. Isso melhora o bom humor. Mas, ao mesmo tempo, o sol pode ferir, até matar. Assim, a mesma energia pode ter um efeito positivo e negativo sobre nós. Agora, imaginem uma pilha energética à vontade. É um recipiente de energia. E a energia contida dentro fluirá para fora se o pólo positivo se conectar com o pólo positivo. Somos como a energia do Sol – Energia!

Vida II

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Esta energia só se mostra e só se propaga, quando há um equilíbrio entre o nosso lado trevas e o nosso lado luz. E todos temos os dois lados. Até porque para haver luz tem que haver trevas e para haver trevas tem que haver luz – os dois opostos não se atraem, como se costuma dizer. Eles permitem que o outro exista. Cada um é completo por si, fortalecendo-se mutuamente. E os dois juntos em harmonia, em equilíbrio, permitem que a nossa energia, que a vida que há em nós flua e se propague.

Vida

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A vida é mais do que respirar, mais do que ter, mais do que experimentar, mais do que querer! Viver é ser! Ser o quê? O que este enigma disfarçado de vida pede de nós? Ser o que podemos ser? Ser o quê? A vida, aquela que se disfarça, é brincalhona, surreal e uma pestinha que nos prega partidas todos os dias. Partidas que nos levam a ser. A ser VIDA!

Comunicação Interpessoal

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Pensem: quantas vezes no dia-a-dia – no local de trabalho ou mesmo em casa – tomamos decisões condicionadas por experiências do passado, que aparentemente são iguais às que vivenciamos no presente? E será que são? Será lógico pensar que estamos constantemente a viver experiências repetidas e que todos somos iguais?

A comunicação intrapessoal influencia o nosso destino?

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E porquê? Pelo mesmo motivo que tudo o resto aconteceu: emoções. São elas que nos controlam e descontrolam; são elas que nos activam e desactivam as defesas; são elas que simplificam e complicam a vida. Ter a capacidade para perceber as emoções - que emoções sentimos, porque as sentimos, o que as provoca e o que provocam elas em nós - é de um utilidade extrema na vida. Com esse conhecimento podemos evitar muitos conflitos, realizar muitos sonhos e conhecer quem somos.

Viver com compaixão nos dias de hoje: alcançável ou utopia?

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A verdade é que não a deixei ali, carreguei-a comigo todo o dia. Aquela barata questionava-me! Os pensamentos, a atitude, os medos, as razões imediatas, tudo o que naquele momento tinha fundamentado racionalmente o "virar de costas"...

Será a consciência o caminho para a harmonia?

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A consciência é apenas e só atenção! Atenção própria – atenção aos nossos pensamentos, às nossas emoções, aos nossos medos; ver com atenção o que nos rodeia e o que provoca dentro de nós. Falo da atenção sem acção – apenas observar, escutar; enfim, estar presente no momento, apenas ser sem fazer.

Será que antes de conhecer é possível saber?

escrita técnica, ensaios

E são estes pensamentos e convicções sem fundamento que acabam por provocar atitudes hostis e intolerantes por todo o mundo. Pelo menos começam assim – pequeninos, insignificantes, ridículos, dignos de gargalhadas – e depois evoluem para actos, movimentos, agressões, guerras baseadas em “pré-conceitos” de algo que se desconhece.

O amor e o ciúme podem coexistir?

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Esse é o segredo na interacção com os outros. Em qualquer relação é fundamental observarmos as emoções, os comportamentos e os sentimentos que as atitudes ou actos dos outros provocam em nós, em vez de observarmos os outros. Os outros são alvo do nosso amor. Por isso, como podemos exigir explicações, justificações, responsabilidades a quem o dedicámos? O amor é nosso, a dedicação também, por isso também é nossa a responsabilidade de o viver e partilhar de forma verdadeira e saudável.