Sinto-me perdida

Cada pedaço de mim, desprovido de sentido, vibra em mim um desassossego colossal! Desassossego inquietante que me serena os sentidos, que me acalma a mente e me entrega à consciência do que crio na vida!

O cão

De alma e coração, o cão entrega-se e partilha a sua essência com a vida!

A árvore

Ser único, a árvore serve de ligação entre o céu e a terra. Os seus pés, bem assentes na terra, alimentam-na do conhecimento secreto da vida. E a sua cabeça, elevada aos céus, conecta-a com o conhecimento sagrado do espírito. Em movimentos simples e autênticos, os seus braços apoiam-se no vento e bailam livremente. Ao sabor da existência, a árvore deixa levar-se pela força oculta, que abre passagem à luz dourada da consciência de si e do mundo.

A flor

Da semente dura nasce um ser singelo e frágil Que ilumina o espaço com a sua presença. A flor… Gosto de a visitar no campo. Sinto o seu aroma junto com a terra que a alimenta. Toco-a apenas com o olhar E sinto-a com uma profunda inspiração Que me enche a alma de confiança no que a vida me reserva.

Sou suficiente!

Através do confronto com o que que estamos a sentir e não estamos a ser capazes de reconhecer e assumir, com o que estamos a pensar e não faz sentido, e com o que estamos a viver, mesmo que seja um vazio de palavras, chegamos à criação de quem somos de verdade! Percebi que estes momentos de bloqueio criativo surgem quando tenho necessidade de me desapegar das crenças que me levam a pensar que não sou suficiente. Sou suficiente!

Quero ser feliz!

Que viagem!!! Há uns anos atrás, recebi uma dádiva do Universo, sob a forma de uma epifania tão estranhamente natural na minha vida. Num daqueles momentos em que rir magoa, sentir leveza é encarado como um sinal de loucura… Enfim, estivesse eu em casa, no trabalho, com amigos – fosse onde fosse – o mundo pesava-me as costas, não conseguia sentir-me bem, integrada.

Cria clareza na tua vida!

Então, de que falo eu? Falo do peso invisível que carregamos. Será que este peso, esta sobrecarga, pode justificar o volume que acrescentei ao meu corpo? Talvez.

Bom, mau ou assim-assim… porquê?

Detestei tanto o meu dia, que não fui capaz de me concentrar no trabalho. Quase não conseguia respirar, tal era o ambiente pesado. Passei o dia a sentir-me presa no meio de um nada irritante e para quê, porquê? Para nada! E apenas porque julguei o dia, as pessoas, o ambiente, a energia, as experiências, o momento como péssimo e, principalmente, porque não correspondeu às minhas expectativas! E perguntam vocês, o que de bom tem uma situação destas? Tudo e nada! Isso não é relevante!

Na praia com… (3)

Hoje partilho aqui mais um excerto dessa conversa, se bem que a parte em que falamos dos momentos em que insistimos em não valorizar o presente, da importância que damos ao que os outros, alegadamente, pensam sobre nós e de uma desculpa que por vezes usamos para não transformar a nossa vida.

O que é que me move?

Voltemos atrás um pouco. A escrita é um meio de partilhar o que acredito, penso e sinto. A paixão pela escrita motiva-me a escrever, a contar estórias. A paixão pelo conhecimento e a curiosidade motivam-me a questionar e a reflectir sobre determinados temas – como este. A escrita serve essas paixões na perfeição.
A verdade é que às horas de criação de enredos junto as horas de pesquisa, reflexão e escrita de conteúdos temáticos – são muitas horas. E tudo apenas pela paixão à escrita e ao conhecimento?

Meditação durante o eclipse da lua

Durante a meditação, recordei-me das pessoas em vez de acontecimentos. Foi assim que consegui acompanhar o que era pedido. Curioso! Fiquei tão desconcertada com a ideia de não ter momentos felizes, que nem me apercebi que as minhas memórias encontraram pessoas maravilhosas, que, sempre que me recordo delas, me desenham um sorriso no rosto e me aquecem o coração (isto é, mais do que já é!).

Na praia com…

E para mudarmos “a merda da nossa vida”, como tão bem disseste, isso tem que mudar. Essa perspectiva que a vida é uma entidade separada de nós. Para mudarmos a nossa vida, há que começar por mudar aqui dentro (encostei o dedo indicador à têmpora direita). Para que isso aconteça, convém que comecemos por mudar a perspectiva que temos de nós mesmos, do ambiente que nos rodeia, dos outros e dos acontecimentos da nossa vida. A partir do momento em que mudamos a nossa perspectiva, estamos gradualmente a mudar o mundo!

Libertar

Meditar não é não pensar!
Pensar é intrínseco à mente!
Por isso, a ideia de uma meditação que limpa os pensamentos da nossa cabeça para cair num vazio total minava à partida uma meditação que relaxa, reenergiza e liberta.
A meditação não é limpar.
A meditação é libertar.
A meditação não é desespero nem fracasso, muito menos controlo e descontrolo.
A meditação é o acto de libertação dos pensamentos, aqueles que passam a mil à hora...
Eles estão presentes.
Nós sabemos que lá estão.
E sentimo-nos livres.
Deixamos apenas que existam.
Temos consciência deles sem nos apegarmos.
O desapego liberta-nos de coisas sem importância e conecta-nos ao que é essencial na nossa vida.

União da meditação com o exercício físico

O truque é concentrar a nossa atenção na respiração. A cada inspiração sentir o ar a percorrer o organismo e a cada expiração controlar o ar de forma a aumentar o tempo da libertação do ar. A cada movimento sentir o nosso corpo, as nossas sensações, os pensamentos que nos provocam, sem permitir que nos alterem as emoções. A ideia é libertar por completo os pensamentos. Deixá-los fluir, se bem que mantendo-os à distância da nossa essência.