Continua a acreditar!

Quem rejeita, rejeita-se a si mesmo! Procura rejeitar, afastar as confusões, os conflitos, os medos, as crenças, os preconceitos que leva a sentir-se completamente perdido dentro de si mesmo! Eu não consigo desistir dos outros! Sou o tipo de pessoa que diz: “Se precisares de mim, estou cá; Se não precisares de mim, estou cá na mesma; Vive o que tens que viver para, por ti, perceberes o que estás a viver, porque a vida vai ajudar-te a perceber”. Afinal, cada um deve responsabilizar-se pela tomada de consciência do que está a fazer, do porquê de o fazer como faz e, principalmente, que impacto essas atitudes, esses comportamentos, essas palavras têm na sua vida. Estou aqui para ajudar, se quiserem a minha ajuda – é para isso que me preparo há anos, é para isso que trabalho em mim todos os dias… Agora, não é responsabilidade minha tomar consciência disso; cada um tem a sua!

Profundamente grata!!!

Do nada, vi um ligeiro de carga a dar várias voltas no ar. Ainda hoje não consigo perceber o que aconteceu… Esse voo aproximou-se a alta velocidade do separador central que me separava dele. A minha primeira reacção foi tirar o pé do acelerador Não tinha para onde fugir – estava na faixa da esquerda, a ultrapassar um camião. E numa fracção de segundos, carreguei no acelerador a fundo… O condutor do camião encostou-se à lateral direita e reduziu a velocidade; aproveitei a oportunidade para fugir para a direita. O ligeiro de carga bateu no separador central e manteve-se do lado de lá. Respirei de alívio!

Que dia!

Que dia surpreendente! Fechei os olhos durante uns minutos e procurei relaxar… Digo que procurei, porque não relaxei. Saí do carro e caminhei em direcção ao mar. Estava um vento frio e desconcertante! Não conseguia sentir o meu corpo. Respirar então… Impossível! Voltei para o carro Queria aquecer-me e recuperar os sentidos Recuperar o meu olfacto Recuperar a minha consciência… Levei a minha écharpe até ao nariz E senti um aroma maravilhoso Lembrei-me da sinergia de óleos que passo no corpo, todos os dias! Aquele aroma indescritível fechou-me os olhos O toque das pestanas empurrou-me para o vazio, o silêncio, a paz!

E que venha 2020!

E o ano de 2019 mostrou-me isso mesmo… Abriu-me oportunidades de tomar consciência do que é fundamental para mim. A maior parte das coisas que deixei cair… Ou aquelas que ainda estou a deixar cair, por que estão tão enraizadas que se torna impossível deixar cair rapidamente – aliás, nem seria saudável fazê-lo dessa forma… Todas estão relacionadas com o orgulho! Não falo de orgulho por alguém estar feliz ou por ter sucesso. Falo do orgulho que nos leva a sentir necessidade de responder ou de reagir a determinados acontecimentos, apenas por afirmação. Como se fosse preciso afirmar-me! Essa ideia de afirmação pessoal só cabe num mundo em que as pessoas não se valorizam, não se amam e têm-se em menor conta que os outros. Por isso, sentem necessidade de afirmar-se como algo que acreditam não ser. Assim que as pessoas acreditam que o são por inteiro, a presença delas é por si só uma afirmação!

O que me trouxe até aqui…

Quando nasci, passei de uma dimensão subtil a uma dimensão densa – como qualquer um de vocês – passei de um estado etérico a um corpóreo. E assim vive a sabedoria subtil no mundo material. Até aos quatro anos vivemos (agimos) consoante essa sabedoria. Talvez por isso a leveza do toque de um bebé ou a ingenuidade de uma pequena criança… Essa sabedoria é a nossa essência Universal e subtil, que se esconde no âmago do nosso ser, rodeada de muros construídos ao longo do processo de aculturação, por que todos passamos. Estes muros são o que são, num mundo de densidade máxima. Essa subtileza é o que de mais genuíno temos em nós E é, por isso, o que nos torna mais vulneráveis! Camuflá-la é afastar de nós o que nos une à essência universal e nos leva a viver em constante procura de algo que já existe, se bem que temamos assumir.

Espelho meu, espelho meu…

Tantas vezes julgamos os outros Confundimos acções com intenções Magoamos porque nos preocupamos Queremos o bem-estar dos nossos entes queridos E por isso, tentamos a todo o custo protegê-los. Curioso! Levados pela preocupação, julgamos eventos, comportamentos e pessoas. O amor motiva-nos a ocupar-nos do bem-estar de quem amamos! O ego, o medo, leva-nos a preocupar-nos com tudo o que, no nosso entender, pode provocar mal-estar a quem amamos. Para quê preocupar com o bem-estar dos outros, se podemos ocupar-nos do seu bem-estar?

Sinto-me perdida

Cada pedaço de mim, desprovido de sentido, vibra em mim um desassossego colossal! Desassossego inquietante que me serena os sentidos, que me acalma a mente e me entrega à consciência do que crio na vida!

O cão

De alma e coração, o cão entrega-se e partilha a sua essência com a vida!

A árvore

Ser único, a árvore serve de ligação entre o céu e a terra. Os seus pés, bem assentes na terra, alimentam-na do conhecimento secreto da vida. E a sua cabeça, elevada aos céus, conecta-a com o conhecimento sagrado do espírito. Em movimentos simples e autênticos, os seus braços apoiam-se no vento e bailam livremente. Ao sabor da existência, a árvore deixa levar-se pela força oculta, que abre passagem à luz dourada da consciência de si e do mundo.

A flor

Da semente dura nasce um ser singelo e frágil Que ilumina o espaço com a sua presença. A flor… Gosto de a visitar no campo. Sinto o seu aroma junto com a terra que a alimenta. Toco-a apenas com o olhar E sinto-a com uma profunda inspiração Que me enche a alma de confiança no que a vida me reserva.

Sou suficiente!

Através do confronto com o que que estamos a sentir e não estamos a ser capazes de reconhecer e assumir, com o que estamos a pensar e não faz sentido, e com o que estamos a viver, mesmo que seja um vazio de palavras, chegamos à criação de quem somos de verdade! Percebi que estes momentos de bloqueio criativo surgem quando tenho necessidade de me desapegar das crenças que me levam a pensar que não sou suficiente. Sou suficiente!

Quero ser feliz!

Que viagem!!! Há uns anos atrás, recebi uma dádiva do Universo, sob a forma de uma epifania tão estranhamente natural na minha vida. Num daqueles momentos em que rir magoa, sentir leveza é encarado como um sinal de loucura… Enfim, estivesse eu em casa, no trabalho, com amigos – fosse onde fosse – o mundo pesava-me as costas, não conseguia sentir-me bem, integrada.

Cria clareza na tua vida!

Então, de que falo eu? Falo do peso invisível que carregamos. Será que este peso, esta sobrecarga, pode justificar o volume que acrescentei ao meu corpo? Talvez.

Bom, mau ou assim-assim… porquê?

Detestei tanto o meu dia, que não fui capaz de me concentrar no trabalho. Quase não conseguia respirar, tal era o ambiente pesado. Passei o dia a sentir-me presa no meio de um nada irritante e para quê, porquê? Para nada! E apenas porque julguei o dia, as pessoas, o ambiente, a energia, as experiências, o momento como péssimo e, principalmente, porque não correspondeu às minhas expectativas! E perguntam vocês, o que de bom tem uma situação destas? Tudo e nada! Isso não é relevante!

Na praia com… (3)

Hoje partilho aqui mais um excerto dessa conversa, se bem que a parte em que falamos dos momentos em que insistimos em não valorizar o presente, da importância que damos ao que os outros, alegadamente, pensam sobre nós e de uma desculpa que por vezes usamos para não transformar a nossa vida.