Como uma sentinela!

Na manhã seguinte acordei com um sorriso na cara. Dormi a noite toda, sem sobressaltos e interrupções. Ao espreguiçar-me senti os membros a soltarem-se do peso… senti as pernas a ficarem mais leves. A contracção das minhas costas libertou uma energia boa, leve e estimulante. Há muito tempo que não sentia tanta vontade de sair da cama. Levantei-me, vesti a camisola… nesse momento apercebi-me que a minha camisola de anos tinha um toque suave, agradável e reconfortante. O que me surpreendeu mais foi a forma como saí do tipi. Nos dias anteriores pousava o joelho no chão. Naquele dia não o fiz. Foi inconsciente aquele movimento. Foi natural!

Quero ser feliz!

Que viagem!!! Há uns anos atrás, recebi uma dádiva do Universo, sob a forma de uma epifania tão estranhamente natural na minha vida. Num daqueles momentos em que rir magoa, sentir leveza é encarado como um sinal de loucura… Enfim, estivesse eu em casa, no trabalho, com amigos – fosse onde fosse – o mundo pesava-me as costas, não conseguia sentir-me bem, integrada.

De volta a casa!

Foi na solidão que nos encontramos e reconhecemos! E é na solidão que nos reinventamos!

Na praia com… (3)

Hoje partilho aqui mais um excerto dessa conversa, se bem que a parte em que falamos dos momentos em que insistimos em não valorizar o presente, da importância que damos ao que os outros, alegadamente, pensam sobre nós e de uma desculpa que por vezes usamos para não transformar a nossa vida.

O que é que me move?

Voltemos atrás um pouco. A escrita é um meio de partilhar o que acredito, penso e sinto. A paixão pela escrita motiva-me a escrever, a contar estórias. A paixão pelo conhecimento e a curiosidade motivam-me a questionar e a reflectir sobre determinados temas – como este. A escrita serve essas paixões na perfeição.
A verdade é que às horas de criação de enredos junto as horas de pesquisa, reflexão e escrita de conteúdos temáticos – são muitas horas. E tudo apenas pela paixão à escrita e ao conhecimento?

Meditação durante o eclipse da lua

Durante a meditação, recordei-me das pessoas em vez de acontecimentos. Foi assim que consegui acompanhar o que era pedido. Curioso! Fiquei tão desconcertada com a ideia de não ter momentos felizes, que nem me apercebi que as minhas memórias encontraram pessoas maravilhosas, que, sempre que me recordo delas, me desenham um sorriso no rosto e me aquecem o coração (isto é, mais do que já é!).

Libertar

Meditar não é não pensar!
Pensar é intrínseco à mente!
Por isso, a ideia de uma meditação que limpa os pensamentos da nossa cabeça para cair num vazio total minava à partida uma meditação que relaxa, reenergiza e liberta.
A meditação não é limpar.
A meditação é libertar.
A meditação não é desespero nem fracasso, muito menos controlo e descontrolo.
A meditação é o acto de libertação dos pensamentos, aqueles que passam a mil à hora...
Eles estão presentes.
Nós sabemos que lá estão.
E sentimo-nos livres.
Deixamos apenas que existam.
Temos consciência deles sem nos apegarmos.
O desapego liberta-nos de coisas sem importância e conecta-nos ao que é essencial na nossa vida.

União da meditação com o exercício físico

O truque é concentrar a nossa atenção na respiração. A cada inspiração sentir o ar a percorrer o organismo e a cada expiração controlar o ar de forma a aumentar o tempo da libertação do ar. A cada movimento sentir o nosso corpo, as nossas sensações, os pensamentos que nos provocam, sem permitir que nos alterem as emoções. A ideia é libertar por completo os pensamentos. Deixá-los fluir, se bem que mantendo-os à distância da nossa essência.

Será a consciência o caminho para a harmonia?

A consciência é apenas e só atenção! Atenção própria – atenção aos nossos pensamentos, às nossas emoções, aos nossos medos; ver com atenção o que nos rodeia e o que provoca dentro de nós. Falo da atenção sem acção – apenas observar, escutar; enfim, estar presente no momento, apenas ser sem fazer.