Mais Portugal, mais Português!!!

Resta-nos assumir o que fomos, o que somos e o que queremos ser. Assumir os erros cometidos até então! Por todos nós! Afinal, o voto dá-nos a responsabilidade de sonhar e de exigir os nossos direitos e de cumprir os nossos deveres. Votamos em governantes para facilitar a gestão do país. Mesmo assim, é nosso dever cuidar para que essa gestão seja de qualidade e justa para todos os cidadãos.

Multiculturalismo e o entendimento entre culturas

«We live in a culture of deep scarcity, defined by this: never enough. You can fill in the blanks, never good enough, rich enough, powerful enough, safe enough, certain enough, perfect enough, extraordinary enough, and one of the most least discussed, but probably the most dangerous, not enough» . O conceito de scarcity culture apenas …

A imagem fantasma em Alberto Caeiro

Esta sincronia pré-pessoal aponta, também, a sensação como imagem fantasma na poesia de Alberto Caeiro, uma vez que «as palavras levam a esperar sensações, assim como a tarde leva a esperar a noite » e «a significação do percebido é apenas uma constelação de imagens que começam a reaparecer sem razão », ou seja, as palavras são aqui o percebido transmutado em imagens que surgem do nada invisível do saber originário – «as imagens ou as sensações mais simples são, em última análise, tudo o que existe para se compreender nas palavras », porque «o nosso campo perceptivo é feito de “coisas” e de “vazios entre as coisas” », mostrando, assim, que «na leitura de um texto a rapidez do olhar torna lacunares as impressões retinianas, e que os dados sensíveis devem portanto ser completados por uma projecção de recordações ». O que pretende aqui dizer é que o sensível está envolto num caos ao qual se impõe um sentido pelo recurso às recordações colocadas em forma de dados.

O que é que me move?

Voltemos atrás um pouco. A escrita é um meio de partilhar o que acredito, penso e sinto. A paixão pela escrita motiva-me a escrever, a contar estórias. A paixão pelo conhecimento e a curiosidade motivam-me a questionar e a reflectir sobre determinados temas – como este. A escrita serve essas paixões na perfeição. A verdade é que às horas de criação de enredos junto as horas de pesquisa, reflexão e escrita de conteúdos temáticos – são muitas horas. E tudo apenas pela paixão à escrita e ao conhecimento?

O optimismo alimenta o sonho?

O caminho – o nosso caminho – clama por método, perseverança, vontade e por um estado de espírito inspirado numa filosofia de vida positiva e associado a uma postura interveniente, participativa, próprio de quem espera o melhor, contribuindo com passos concretos para atingir o desejado. No caminho rumo aos sonhos surgem vários obstáculos para testar a nossa capacidade de acreditar na aspiração que nos move. A crise de valores pode bem ser um deles! É assim que nascem grandes feitos… nascem do sonho, da crença e de um estado de espírito que massaja a alma e empurra para a frente quando tudo parece perdido.

Onde aflui o ser quando cria?

Genet é escritor e é pela palavra que procura abordar o trabalho de Giacometti. Esta ideia de passar da imagem à palavra levanta as primeiras questões que ficam deste texto – Como se aproximar textualmente do objecto artístico? Como transformar imagens, sons ou gestos em palavras? Como fazer ver através da escrita? Ao longo do texto, Genet aproxima-se das imagens de Giacometti, se bem que apelando à fabulação, isto é, projecta histórias e tramas nessas esculturas altivas e poderosas, quase como se estivesse a criar personagens de uma fábula. A descrição que faz das estátuas (mulheres) de bronze de Giacometti demonstra como projecta vida nelas, pois «nenhuma ponta, nenhuma aresta que corte ou rasgue o espaço, nada está morto» . Genet confessa a sua ligação emocional a estas mulheres de bronze ao dizer que «nunca conseguiria evitar o regresso a este povo de sentinelas doiradas – pela pintura – que, atentas, imóveis, velam (…) velam um morto» .

Introspecção

Posto isto, questiono: se a consciência está na génese de um ser racional e é constante, não dependendo da vontade do sujeito, como podemos definir a introspecção como um processo mental no qual tomamos consciência dos nossos estados mentais? Poderá a introspecção ser um processo mental no qual observamos a tomada de consciência de determinados estados mentais, que escolhemos para observar intencionalmente? Por outras palavras, a introspecção será apenas uma testemunha dessa tomada de consciência, em vez de ser a tomada de consciência. Desta forma, a introspecção seria sempre a atenção de ordem superior que falava Gilbert Ryle e o caos que referiu – o ciclo vicioso de redefinição constante da atenção de ordem superior – deixaria de fazer sentido.

Os signos entre nós!

Olhar de longe aquela paisagem sensível que Godard criou através da linguagem do cinema, aponta o meu olhar para o bem e o mal de nada ver no tudo que há para ver. Aqui percebo que aquela imagem, ou fluir de imagens, indiciam a minha vontade de não querer ver a dor do mundo, a dor de um mundo que já não existe e que continua presente pelo espectro das formas que sobrevivem dele. Deste modo, não me permito levar por esse toque profundo do narrador e olho aquele fluir de imagens como uma criação desconcertante de um mundo que reconheço; olho aquelas imagens como fasma de um mundo que quero ver.

Será possível não comunicar?

As inúmeras experiências da vida definem a compreensão que fazemos de nós, dos outros e do mundo. A essa associamos regularmente novas ideias e experiências que nos chegam através dos nossos sentidos. Os sentidos são funções do organismo que nos permitem perceber e reconhecer as características do meio envolvente.

Será o livre-arbítrio uma utopia?

Parto para este ensaio com a ideia de que o livre-arbítrio é um estado mental que nos permite acreditar que somos responsáveis pela vida que temos e nos permite ser capazes de ver alternativas de resposta a uma determinada situação, que podem levar a uma escolha, decisão ou acção. O livre-arbítrio não é o resultado, nem uma escolha, nem uma decisão, nem mesmo uma acção. Logo, o livre-arbítrio não é influenciado por condicionantes internas ou externas. O que pretendo concluir é que a crença no livre-arbítrio permite-nos transformar a forma como pensamos, deliberamos e percepcionamos a situação que temos à nossa frente.

Será mesmo a acrasia uma fraqueza de vontade?

O problema da acrasia é um problema antigo, muito debatido por filósofos, se bem que por vezes confundido com o vício. E parece-me que é esse o fundamento desta ideia de fraqueza de vontade. Muitas vezes a dependência (de bebida, drogas, tabaco, café, comida, sexo) são vistas como uma acrasia, ou seja, como uma fraqueza de vontade. O desejo de beber ou comer em excesso ou, então, o uso de substâncias alucinogénias ou o cigarro é, no entender de certos pensadores, maior que a razão. Concordo em parte. O desejo é maior que a razão.
No entanto, estes desejos não consistem na vontade do agente. Estes desejos são vícios e não momentos acráticos.

Será que uma estrutura intersubjectiva de reconhecimento mútuo pode unir-se a uma acção comunicativa descentrada do mundo, criando assim um claro caminho de entendimento e respeito mútuo?

Marshall Rosenberg defende que a violência, seja na forma como comunicamos, como nos comportamos ou seja na forma como tratamos os outros, nasce da educação punitiva e não da natureza do ser humano, passando uma ideia de necessidade de um trabalho profundo na educação de uma sociedade mais consciente e compreensiva.
A ligação que encontrei com Habermas e Honneth vem do facto de Rosenberg defender que a forma mais eficaz de nos conectar com as outras pessoas é aprender como nos expressámos na linguagem da vida e como responder às mensagens que recebemos dos outros. Assim, diz que «In Nonviolent Communication, we try to keep our attention focused by answering two critical questions: What’s alive in us? And what can we do to make life more wonderful?» .

Comunicação Interpessoal

Pensem: quantas vezes no dia-a-dia – no local de trabalho ou mesmo em casa – tomamos decisões condicionadas por experiências do passado, que aparentemente são iguais às que vivenciamos no presente? E será que são? Será lógico pensar que estamos constantemente a viver experiências repetidas e que todos somos iguais?

A comunicação intrapessoal influencia o nosso destino?

E porquê? Pelo mesmo motivo que tudo o resto aconteceu: emoções. São elas que nos controlam e descontrolam; são elas que nos activam e desactivam as defesas; são elas que simplificam e complicam a vida. Ter a capacidade para perceber as emoções - que emoções sentimos, porque as sentimos, o que as provoca e o que provocam elas em nós - é de um utilidade extrema na vida. Com esse conhecimento podemos evitar muitos conflitos, realizar muitos sonhos e conhecer quem somos.

Viver com compaixão nos dias de hoje: alcançável ou utopia?

A verdade é que não a deixei ali, carreguei-a comigo todo o dia. Aquela barata questionava-me! Os pensamentos, a atitude, os medos, as razões imediatas, tudo o que naquele momento tinha fundamentado racionalmente o "virar de costas"...