A simbologia das cores

Assim que a influência das cores se tornou consciente para o ser humano – os antropólogos desconfiaram que a visão das cores não estava desenvolvida no Homem pré-histórico –, este aprendeu a usá-las em seu benefício. Desta forma, a cor, que até então apenas tinha uma utilidade estética, passou a ter também uma utilidade prática. Esta utilidade prática surge com a compreensão do impacto que cada cor tem no comportamento humano, ou seja, a simbologia de cada cor, desde as três cores primárias, as restantes cinco que constituem com as anteriores o espectro e as cores neutras.

Dedicação

"Sonhos e dedicação são uma poderosa combinação." William Longgood Dedicação…Palavra muito utilizada em vários ambientesO ambiente familiar, o profissional…Se bem que pouco se pensa sobre o seu significado. Dedicação provém da palavra latina “dedicatióne” e significa consagração. Esta origem conecta o conceito de dedicação com o acto de homenagear ou de se entregar a algo …

Crescer, sempre! E como?

“A missão de quem ama não é a de eliminar a cruz para seu bem-amado, mas a de reforçar os seus ombros para que possa carregá-la.” Neylor J. Tonin Os seres humanos apresentam uma incrível aptidão para o desenvolvimento, que segundo Idalberto Chiavenato (1994) é “a capacidade de aprender novas habilidades, obter novos conhecimentos e …

T.R.U.S.T

Imagine what happens when we look at the word Trust as an anagram?ToleranceRecognitionUnionStrengthTruthThus, trust happens when we have the Strength to Recognise and Tolerate the Truth that lives within the Union of two individuals.However, sometimes we can’t trust, even if there is no reason not to. It happens when we lack one of the five.I …

Feliz Natal

O Natal é época de paz, amor e gratidão. Acredita nos teus sonhos e prolonga pelo ano fora esta energia vibrante de luz branca. Sê bondoso (a) com os outros, pois fazem o possível de acordo com os recursos que têm. Sê bondoso (a) contigo mesmo (a), pois também tu fazes o que podes com …

Multiculturalismo e o entendimento entre culturas

«We live in a culture of deep scarcity, defined by this: never enough. You can fill in the blanks, never good enough, rich enough, powerful enough, safe enough, certain enough, perfect enough, extraordinary enough, and one of the most least discussed, but probably the most dangerous, not enough» . O conceito de scarcity culture apenas …

A imagem fantasma em Alberto Caeiro

Esta sincronia pré-pessoal aponta, também, a sensação como imagem fantasma na poesia de Alberto Caeiro, uma vez que «as palavras levam a esperar sensações, assim como a tarde leva a esperar a noite » e «a significação do percebido é apenas uma constelação de imagens que começam a reaparecer sem razão », ou seja, as palavras são aqui o percebido transmutado em imagens que surgem do nada invisível do saber originário – «as imagens ou as sensações mais simples são, em última análise, tudo o que existe para se compreender nas palavras », porque «o nosso campo perceptivo é feito de “coisas” e de “vazios entre as coisas” », mostrando, assim, que «na leitura de um texto a rapidez do olhar torna lacunares as impressões retinianas, e que os dados sensíveis devem portanto ser completados por uma projecção de recordações ». O que pretende aqui dizer é que o sensível está envolto num caos ao qual se impõe um sentido pelo recurso às recordações colocadas em forma de dados.

Onde aflui o ser quando cria?

Genet é escritor e é pela palavra que procura abordar o trabalho de Giacometti. Esta ideia de passar da imagem à palavra levanta as primeiras questões que ficam deste texto – Como se aproximar textualmente do objecto artístico? Como transformar imagens, sons ou gestos em palavras? Como fazer ver através da escrita?
Ao longo do texto, Genet aproxima-se das imagens de Giacometti, se bem que apelando à fabulação, isto é, projecta histórias e tramas nessas esculturas altivas e poderosas, quase como se estivesse a criar personagens de uma fábula. A descrição que faz das estátuas (mulheres) de bronze de Giacometti demonstra como projecta vida nelas, pois «nenhuma ponta, nenhuma aresta que corte ou rasgue o espaço, nada está morto» . Genet confessa a sua ligação emocional a estas mulheres de bronze ao dizer que «nunca conseguiria evitar o regresso a este povo de sentinelas doiradas – pela pintura – que, atentas, imóveis, velam (…) velam um morto» .

Os vários mundos de ser humano

Estes quatro mundos articulam-se entre si e constituem o cubo único que cada um de nós é! Somos seres corpóreos, seres mentais, seres emocionais, seres espirituais... será que podemos ser apenas um desses seres? Será que podemos mudar algo num desses mundos, que compõem o nosso ser, sem que essa transformação tenha impacto nos outros mundos do ser que somos? Não. Por isso, a transformação deve ser implementada no todo, a todos os níveis, em virtude de o desequilíbrio de um destes mundos ser manifestado no todo.

Introspecção

Posto isto, questiono: se a consciência está na génese de um ser racional e é constante, não dependendo da vontade do sujeito, como podemos definir a introspecção como um processo mental no qual tomamos consciência dos nossos estados mentais? Poderá a introspecção ser um processo mental no qual observamos a tomada de consciência de determinados estados mentais, que escolhemos para observar intencionalmente? Por outras palavras, a introspecção será apenas uma testemunha dessa tomada de consciência, em vez de ser a tomada de consciência. Desta forma, a introspecção seria sempre a atenção de ordem superior que falava Gilbert Ryle e o caos que referiu – o ciclo vicioso de redefinição constante da atenção de ordem superior – deixaria de fazer sentido.

Os signos entre nós!

Olhar de longe aquela paisagem sensível que Godard criou através da linguagem do cinema, aponta o meu olhar para o bem e o mal de nada ver no tudo que há para ver. Aqui percebo que aquela imagem, ou fluir de imagens, indiciam a minha vontade de não querer ver a dor do mundo, a dor de um mundo que já não existe e que continua presente pelo espectro das formas que sobrevivem dele. Deste modo, não me permito levar por esse toque profundo do narrador e olho aquele fluir de imagens como uma criação desconcertante de um mundo que reconheço; olho aquelas imagens como fasma de um mundo que quero ver.

Voz

As palavras estão cá… aqui dentro…
Dentro de uma singularidade estranha
Acordada por um sonho inquietante de
Uma voz silenciosa e profunda!
E que voz é essa?

Que sentido tem tudo isto?

Que sentido tem?
Viver como vivemos…
Que sentido tem?
Ser como somos…
O que é isso de viver, de ser?
O que é ser isto que sou?
Serei eu diferente do que sou quando sou nada disto?

Ser eu

Ser eu consiste em algo que possa ser visto?
Então, porque razão sinto que sou muito mais do que aquilo que vejo?

Será o livre-arbítrio uma utopia?

Parto para este ensaio com a ideia de que o livre-arbítrio é um estado mental que nos permite acreditar que somos responsáveis pela vida que temos e nos permite ser capazes de ver alternativas de resposta a uma determinada situação, que podem levar a uma escolha, decisão ou acção. O livre-arbítrio não é o resultado, nem uma escolha, nem uma decisão, nem mesmo uma acção. Logo, o livre-arbítrio não é influenciado por condicionantes internas ou externas. O que pretendo concluir é que a crença no livre-arbítrio permite-nos transformar a forma como pensamos, deliberamos e percepcionamos a situação que temos à nossa frente.