Será que uma estrutura intersubjectiva de reconhecimento mútuo pode unir-se a uma acção comunicativa descentrada do mundo, criando assim um claro caminho de entendimento e respeito mútuo?

Marshall Rosenberg defende que a violência, seja na forma como comunicamos, como nos comportamos ou seja na forma como tratamos os outros, nasce da educação punitiva e não da natureza do ser humano, passando uma ideia de necessidade de um trabalho profundo na educação de uma sociedade mais consciente e compreensiva. A ligação que encontrei com Habermas e Honneth vem do facto de Rosenberg defender que a forma mais eficaz de nos conectar com as outras pessoas é aprender como nos expressámos na linguagem da vida e como responder às mensagens que recebemos dos outros. Assim, diz que «In Nonviolent Communication, we try to keep our attention focused by answering two critical questions: What’s alive in us? And what can we do to make life more wonderful?» .