Introspecção

Posto isto, questiono: se a consciência está na génese de um ser racional e é constante, não dependendo da vontade do sujeito, como podemos definir a introspecção como um processo mental no qual tomamos consciência dos nossos estados mentais? Poderá a introspecção ser um processo mental no qual observamos a tomada de consciência de determinados estados mentais, que escolhemos para observar intencionalmente? Por outras palavras, a introspecção será apenas uma testemunha dessa tomada de consciência, em vez de ser a tomada de consciência. Desta forma, a introspecção seria sempre a atenção de ordem superior que falava Gilbert Ryle e o caos que referiu – o ciclo vicioso de redefinição constante da atenção de ordem superior – deixaria de fazer sentido.