Escolhe agir, em vez de reagir!

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Uma pessoa feliz escolhe agir. Uma pessoa feliz aceita e agradece o que a vida lhe atira. Uma pessoa feliz percebe o que pode aprender com cada experiência. Não julga tudo o que lhe atiram, apenas aprende! Adopta o que faz sentido para si.

O mar

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Pequenas partículas de água percorrem o mundo inteiro unidas pelo desejo de mais uma vez fluir rumo à margem arenosa. Na crista das suas ondas transporta as vozes e aromas recolhidos durante a sua travessia mundial. Amo este monstro desconhecido que percorre o mundo inteiro com a sua força.

O Universo numa partícula!

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Eu sou o Universo! É uma frase que digo muito… Já se tornou uma marca! Marca essa que, por vezes, causa estranheza! Outras, passa a ideia de arrogância ou convencimento… Nada disso! Sou o Universo, porque somos todos o Universo! Cada um de nós é o Universo num corpo! E porquê?

Será que consigo?

Olho para fora! Vejo algo! Julgo saber a intenção do que vejo! Julgo apenas, porque nunca conheço a verdadeira intenção do Outro! Percepciono o que percepciono! Do julgamento salto para o sentimento! Esse sentimento empurra-me para uma acção! Essa acção tem um efeito no Outro!

Eu sou o Universo!

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Surpreende, porque nos desperta para uma maior clareza! Clareza sobre quem queremos ser… Clareza sobre como queremos sê-lo… Clareza sobre o que faz sentido… Sentido à nossa experiência nesta Terra! 2020 está a ser um ano de renascimento. Descubro um ser novo em mim, a cada dia!

Intuição

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A intuição é um sentido subtil que nos liga à sabedoria Universal! É uma voz segredada… É uma voz que te eleva… É uma voz que te conforta, mesmo quando te assusta. A intuição fala-te com amor. A intuição empurra-te para o amor. A intuição dá-te força para acreditar. A intuição diz “AMA-TE”!

Encontro comigo mesma!

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Vazio… Silêncio… Quietude… Pensei que não iria gostar. Adorei! Dar-me tempo de olhar para o vazio O vazio que tanto me assustava. Abraçar o silêncio O silêncio que me irritava. Permanecer quieta, sem medo! Quando me dei tempo, encontrei-me nesse vazio, nesse silêncio, nessa quietude!

Quarentena

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Seja como for, concordo com a ideia que esta fase de confinamento, mais ou menos radical, é o caminho de transformações profundas na vivência humana, pois dá-nos a oportunidade de questionar como temos vivido, como temos abusado da sorte ao explorar o mundo da forma que o fazemos e como queremos viver daqui para a frente. Será que queremos continuar a viver na ilusão?

O nosso líder!

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A sensação foi estranha! Inicialmente, senti apenas cada um dos formigueiros. A certa altura, senti-me a ser trespassada por uma espiral de energia. A espiral era mais forte, mais presente, mais consciente.

A vaca

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A vaca sagrada mastiga lentamente o nutritivo repasto verde, enquanto ouve o sussurro da serena ria, que ali a acompanha sempre que enterra o focinho entre as ervas, o seu alimento de todos os dias. Calmamente, a imponente presença malhada enche o espaço de pureza, energia e harmonia.

O rio

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Quando pousei os olhos na harmonia que unia céu e terra, os meus lábios separaram-se e os meus olhos cintilaram a par da luz que me percorria o corpo. O meu peito desesperava por mais. A cada inspiração absorvia a consciência natural que me abria cada poro. E a cada expiração libertava sentimentos, pensamentos… um pouco de mim. Senti-me num momento único de união perfeita com o universo… livre, serena e feliz, como um rio a seguir o seu curso, focado apenas na missão que transporta.

Ser artista

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Ser artista é partilhar. Partilha autêntica, verdadeira e consciente. Partilha das impressões e as emoções que se obtém do mundo. Ser artista é criar nos outros um sentimento de liberdade. Liberdade para sonhar, aprender e viver.

A rocha

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No seu corpo duro e imóvel, o tempo vai escrevendo novas histórias. A cada dia surge uma nova… Cada marca representa uma vida longa e autêntica. A rocha conta momentos simples e inesquecíveis, vividos pelas inúmeras gotas de água das chuvas, que lentamente deslizaram a sua vida, ao som do vento que as acompanhava.

Deixa fluir!

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E por que motivo não conseguia valorizar-me? Por que motivo me sentia tão indigna? Por que tinha uma percepção distorcida de mim mesma e era incapaz de me amar sem sentir culpa, medo ou inconsistência. Vivia crente que não era suficiente! Tinha que ser perfeita para ter valor.

Profundamente grata!!!

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Do nada, vi um ligeiro de carga a dar várias voltas no ar. Ainda hoje não consigo perceber o que aconteceu… Esse voo aproximou-se a alta velocidade do separador central que me separava dele. A minha primeira reacção foi tirar o pé do acelerador Não tinha para onde fugir – estava na faixa da esquerda, a ultrapassar um camião. E numa fracção de segundos, carreguei no acelerador a fundo… O condutor do camião encostou-se à lateral direita e reduziu a velocidade; aproveitei a oportunidade para fugir para a direita. O ligeiro de carga bateu no separador central e manteve-se do lado de lá. Respirei de alívio!

Que dia!

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Que dia surpreendente! Fechei os olhos durante uns minutos e procurei relaxar… Digo que procurei, porque não relaxei. Saí do carro e caminhei em direcção ao mar. Estava um vento frio e desconcertante! Não conseguia sentir o meu corpo. Respirar então… Impossível! Voltei para o carro Queria aquecer-me e recuperar os sentidos Recuperar o meu olfacto Recuperar a minha consciência… Levei a minha écharpe até ao nariz E senti um aroma maravilhoso Lembrei-me da sinergia de óleos que passo no corpo, todos os dias! Aquele aroma indescritível fechou-me os olhos O toque das pestanas empurrou-me para o vazio, o silêncio, a paz!

O que me trouxe até aqui…

Universal e subtil, que se esconde no âmago do nosso ser, rodeada de muros construídos ao longo do processo de aculturação, por que todos passamos. Estes muros são o que são, num mundo de densidade máxima. Essa subtileza é o que de mais genuíno temos em nós E é, por isso, o que nos torna mais vulneráveis! Camuflá-la é afastar de nós o que nos une à essência universal e nos leva a viver em constante procura de algo que já existe, se bem que temamos assumir.

Ouve com a alma!

«Alto lá, noiva o caraças! Eu não estou noiva de ninguém. Nem estou a pensar casar. E da mesma forma que vou trabalhar com ele, posso viver na mesma casa. Afinal, só vamos partilhar a sala, a cozinha e quando muito o escritório. O quarto de dormir e o quarto de banho são diferentes.» «Ai filha, desculpa lá, mas eu não fico descansada… não consigo, qualquer dia chegas a casa e não tens nada. Aquele pessoal é do piorio, estão à espera do momento certo para enganar, roubar e, quem sabe, matar.» «Percebo! Mãe, se vais continuar por esse caminho avisa-me já… prefiro sair antes, porque não te admito que fales do Filipe dessa forma. Ele é o meu melhor amigo, foi o único a estender-me a mão nos momentos em que mais precisei e nunca me exigiu nada em troca. Por isso, guarda os teus preconceitos para ti… eu nem quero sequer pensar no que vai dentro da tua cabeça, quanto mais ouvir o que tens para dizer. Bem, tenho que ir! Pai, eu depois ligo. Avó, eu prometo que volto cá para a levar a conhecer a minha casa. A verdade é que agora o ar nesta casa está irrespirável.»

Sinto-me perdida

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Cada pedaço de mim, desprovido de sentido, vibra em mim um desassossego colossal! Desassossego inquietante que me serena os sentidos, que me acalma a mente e me entrega à consciência do que crio na vida!

O cão

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Guardião da vida eterna, o cão a todos rouba um sorriso, um carinho, um momento de atenção. As crianças confiam nele, os adultos aprendem com ele e os idosos… esses são cuidados por ele. Símbolo de fidelidade, o cão ensina ao mundo a importância da atenção, da dedicação e do respeito, sempre que cuida, acompanha e protege quem o trata bem. De alma e coração, o cão entrega-se e partilha a sua essência com a vida!

Prefiro ser autêntica!!!

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Voltando à introspecção… Hoje, quero partilhar uma ideia diferente desta. Percebi que é nos momentos em que não correspondemos às expectativas dos outros que percebemos quem nos ama de verdade. Quero deixar claro, estou a falar de qualquer forma que o amor possa tomar. Por vezes, decidimos agir de uma forma inesperada para quem nos conhece. Quem nos ama questiona o porquê, tenta compreender a nossa decisão, a nossa atitude, procura aceitar e adaptar-se.

A árvore

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Ser único, a árvore serve de ligação entre o céu e a terra. Os seus pés, bem assentes na terra, alimentam-na do conhecimento secreto da vida. E a sua cabeça, elevada aos céus, conecta-a com o conhecimento sagrado do espírito. Em movimentos simples e autênticos, os seus braços apoiam-se no vento e bailam livremente. Ao sabor da existência, a árvore deixa levar-se pela força oculta, que abre passagem à luz dourada da consciência de si e do mundo.

A flor

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Da semente dura nasce um ser singelo e frágil Que ilumina o espaço com a sua presença. A flor… Gosto de a visitar no campo. Sinto o seu aroma junto com a terra que a alimenta. Toco-a apenas com o olhar E sinto-a com uma profunda inspiração Que me enche a alma de confiança no que a vida me reserva.

Como estás?

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Se não queres saber como está verdadeiramente alguém, não questiones! Dá apenas um abraço, um beijo ou um bom dia! Se sentires que a conversa apenas continua com a habitual pergunta “Como estás?”, fica em silêncio e sente esse desconforto, pouco à vontade que olhar uma pessoa nos olhos e permanecer em silêncio por vezes provoca.

Abençoada sejas!

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Hoje, voltei ao passado. Passado escondido lá atrás… Bem atrás daquilo que mal me esqueço Lá no fundo das memórias que quero recordar E não recordo! Sei que fui feliz naquele encontro abençoado entre o mar e a terra. Recordo-me da felicidade que me bate sempre que inspiro mais uma memória esquecida! Não recordo os factos, apenas a emoção exalada por todos os poros do meu ser. Ali se junta ao ar salgado do mar!

Como uma sentinela!

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Na manhã seguinte acordei com um sorriso na cara. Dormi a noite toda, sem sobressaltos e interrupções. Ao espreguiçar-me senti os membros a soltarem-se do peso… senti as pernas a ficarem mais leves. A contracção das minhas costas libertou uma energia boa, leve e estimulante. Há muito tempo que não sentia tanta vontade de sair da cama. Levantei-me, vesti a camisola… nesse momento apercebi-me que a minha camisola de anos tinha um toque suave, agradável e reconfortante. O que me surpreendeu mais foi a forma como saí do tipi. Nos dias anteriores pousava o joelho no chão. Naquele dia não o fiz. Foi inconsciente aquele movimento. Foi natural!

Cria clareza na tua vida!

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Então, de que falo eu? Falo do peso invisível que carregamos. Será que este peso, esta sobrecarga, pode justificar o volume que acrescentei ao meu corpo? Talvez.

A imagem fantasma em Alberto Caeiro

escrita técnica, ensaios

Esta sincronia pré-pessoal aponta, também, a sensação como imagem fantasma na poesia de Alberto Caeiro, uma vez que «as palavras levam a esperar sensações, assim como a tarde leva a esperar a noite » e «a significação do percebido é apenas uma constelação de imagens que começam a reaparecer sem razão », ou seja, as palavras são aqui o percebido transmutado em imagens que surgem do nada invisível do saber originário – «as imagens ou as sensações mais simples são, em última análise, tudo o que existe para se compreender nas palavras », porque «o nosso campo perceptivo é feito de “coisas” e de “vazios entre as coisas” », mostrando, assim, que «na leitura de um texto a rapidez do olhar torna lacunares as impressões retinianas, e que os dados sensíveis devem portanto ser completados por uma projecção de recordações ». O que pretende aqui dizer é que o sensível está envolto num caos ao qual se impõe um sentido pelo recurso às recordações colocadas em forma de dados.

Onde aflui o ser quando cria?

escrita técnica, artigos

Genet é escritor e é pela palavra que procura abordar o trabalho de Giacometti. Esta ideia de passar da imagem à palavra levanta as primeiras questões que ficam deste texto – Como se aproximar textualmente do objecto artístico? Como transformar imagens, sons ou gestos em palavras? Como fazer ver através da escrita? Ao longo do texto, Genet aproxima-se das imagens de Giacometti, se bem que apelando à fabulação, isto é, projecta histórias e tramas nessas esculturas altivas e poderosas, quase como se estivesse a criar personagens de uma fábula. A descrição que faz das estátuas (mulheres) de bronze de Giacometti demonstra como projecta vida nelas, pois «nenhuma ponta, nenhuma aresta que corte ou rasgue o espaço, nada está morto» . Genet confessa a sua ligação emocional a estas mulheres de bronze ao dizer que «nunca conseguiria evitar o regresso a este povo de sentinelas doiradas – pela pintura – que, atentas, imóveis, velam (…) velam um morto» .

Os signos entre nós!

escrita técnica, artigos

Olhar de longe aquela paisagem sensível que Godard criou através da linguagem do cinema, aponta o meu olhar para o bem e o mal de nada ver no tudo que há para ver. Aqui percebo que aquela imagem, ou fluir de imagens, indiciam a minha vontade de não querer ver a dor do mundo, a dor de um mundo que já não existe e que continua presente pelo espectro das formas que sobrevivem dele. Deste modo, não me permito levar por esse toque profundo do narrador e olho aquele fluir de imagens como uma criação desconcertante de um mundo que reconheço; olho aquelas imagens como fasma de um mundo que quero ver.