Abraça a transformação!

Do nascimento até à morte passamos por um processo de transformação constante. E mesmo assim, temos uma dificuldade enorme de promover a nossa transformação interior. Faz parte de nós, faz parte da vida, se bem que qualquer transformação profunda acontece de forma gradual, não acontece do dia para a noite ou da noite para o dia.
As transformações que ocorrem ao longo da vida, como a do bebé em criança, da criança em pré-adolescente e, depois, em adolescente, de adolescente em jovem adulto, adulto e sénior, são exemplos perfeitos disso.
A transformação ocorre, assim, por entre períodos mais fáceis e outros mais difíceis, períodos em que vamos questionar tudo e outros em que somos invadidos de uma força inabalável, períodos em que a transformação acontece de forma rápida e outros que parece estagnar, não temos consciência de existir uma evolução, tal é a lentidão. Esta oscilação pode provocar frustração e desmotivação.
Consequentemente, a transformação assusta. Enche-nos de medos e dúvidas, pois começamos a perceber que a personalidade que identificamos em nós transforma-se numa ilusão e desvanece por completo. A verdade é que tudo isto é necessário para nos conectar com o que de mais autêntico existe em nós; vem desvendar a nossa essência, perdida atrás de véus que nos iludem e aprisionam.
A autenticidade está relacionada com o lado espiritual do ser humano, no entanto tem impacto no todo que nos constitui. Quanto mais longe estivermos da nossa essência, quanto mais desconectados estivermos do que é mais autêntico em nós, mais longe estaremos de nos sentirmos bem com o nosso corpo, de nos relacionarmos connosco e com os outros de uma forma saudável e harmónica e de nos sentirmos equilibrados mentalmente, sendo capazes de confiar nos outros e em nós.
Assim, o processo de transformação é o processo de desvendar o nosso Eu mais autêntico. O caminho é longo e constante, porque há muita coisa para desvendar, há muitos medos para perceber como funcionam e de que forma podemos viver com eles, pois nunca deixamos de ter medo. O que acontece é que criamos defesas, formas de lidar com esses medos e, mesmo sentindo esse medo, continuamos confiantes na realização dos nossos sonhos.
Por fim, a transformação profunda e duradoura anda de mãos dadas com a aceitação, pois partimos de uma base de não julgamento e de aceitação de quem somos e como somos, se bem que identificamos em nós mesmos oportunidades para sermos mais autênticos e, assim, acreditamos que podemos dar ainda mais e melhor ao mundo que nos rodeia. Por isso, abraça a transformação e permite-te ser essencial no aperfeiçoamento deste mundo, que tanto precisa de ti no teu melhor!

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