Deixa fluir!


Hoje, quero falar-vos sobre auto-estima.
Auto-estima essa, que adiei.
Adiei, enquanto pude…
Durante anos, aceitei pessoas e situações que não faziam sentido.
Não faziam sentido, nem me faziam bem!
Aceitei estar em contacto com pessoas e viver experiências que me magoavam profundamente e, que muitas vezes, me fizeram duvidar de mim mesma.
Durante esses anos, vivi num constante de emoções negativas, pensamentos sabotadores, auto-crítica exacerbada, de dúvida constante sobre mim mesma – dúvida sobre o que merecia viver e da minha capacidade de o viver.
Tantas vezes me apanhei a deitar abaixo tudo em que acreditava e desejava, tudo o que fazia, tudo o que eu sou – porque eu não devia ser como sou… julgava-me sem valor e incapaz de evoluir.
E por que motivo não conseguia valorizar-me? Por que motivo me sentia tão indigna?
Por que tinha uma percepção distorcida de mim mesma e era incapaz de me amar sem sentir culpa, medo ou inconsistência.
Vivia crente que não era suficiente!
Tinha que ser perfeita para ter valor.
A avaliação subjectiva de mim mesma estava condicionada por crenças e emoções auto-significantes negativas, como por exemplo tinha vergonha de mim mesma, em vez de sentir admiração por quem era; sentia-me incompetente para lidar com os desafios básicos da vida, em vez de reconhecer as inúmeras competências que demonstrava diariamente; sentia-me desmerecedora de ser feliz, em vez de aceitar a felicidade; sentia-me vítima das circunstâncias, em vez de me sentir grata pelas aprendizagens…
Estas e muitas outras são características típicas de uma auto-estima desequilibrada, seja ela baixa, média ou exacerbada. Prefiro chamá-la de auto-estima não saudável!
A verdade é que curar uma auto-estima não saudável requer consciência, paciência e consistência.
O primeiro passo foi tomar consciência que o sentimento de desresponsabilização que sentia e vivia – tão bem descrito na primeira parte deste texto – era uma ilusão que o meu ego criava para justificar a minha falta de confiança e aceitação, quando permitia que determinadas situações e/ou pessoas provocassem emoções e pensamentos negativos em relação a mim mesma.
Confesso que assumir a minha responsabilidade no que sentia e pensava foi doloroso, pois chocou com a auto-comiseração que alimentava o meu ego e com a facilidade com que atirava para cima dos outros a responsabilidade do que estava acontecer.
A verdade é que, há uns anos atrás, mergulhei num processo de desconstrução da pessoa sem sentido que era… por outras palavras, olhei para dentro e tomei consciência da prisão em que vivia.
Aceitei o que tanto julguei não ter valor;
Perdoei-me por tanta rejeição;
E, aos poucos, reconheci-me mais livre da necessidade do reconhecimento alheio!
Enfim, encontrei-me mais próxima de uma auto-estima que estimula uma atitude de confiança, responsabilidade e felicidade perante a vida, de forma a valorizar quem sou!
Este processo é longo, multidisciplinar e da responsabilidade de cada um.
Ninguém o pode viver por nós.
Cada um trilha o seu caminho, o seu processo!
O meu começou com a tomada de consciência através da escrita de ficção.
Teve altos e baixos, avanços e recuos…
Momentos de letargia, em que tudo parecia parado e estagnado!
E momentos de vertigem, em que tudo corria a alta velocidade.
Usei técnicas para todos os gostos…
Desde a escrita de ficção, a numerologia, a meditação, a yoga, o pranayama, a massoterapia, o reiki, a psicologia, o coaching, a dança, a aromaterapia
A verdade é que nada faria sentido
Nada teria efeitos práticos
Sem reconhecer a minha responsabilidade em quem sou, o que vivo e como cresço!
Por tudo isto, neste primeiro artigo sobre a auto-estima, quis falar um pouco da minha experiência, antes de partir para um sem número de informações sobre a auto-estima e as diversas técnicas que podemos usar para equilibrar a estima que temos pela pessoa mais importante da nossa vida – a única pessoa que estará sempre connosco, desde o nascimento até à morte – NÓS!
É da responsabilidade de cada um viver a vida que quer viver!
O Eu é criador!
O Eu é criador de si!
O Eu cria em si, por si e dentro de si!
Do interior vem a transformação que se materializa no exterior!
Por isso, assume a responsabilidade da tua vida!
Toma consciência de quem és, o que queres viver e como queres crescer!
Ouve-te de forma sincera e sem julgamentos;
Reconhece e valida as tuas emoções, os teus sonhos;
Acredita que mereces e que és capaz!
Insiste, persiste e consiste!
Não resistas!!!
Deixa fluir!

2 Replies to “Deixa fluir!”

    1. Somos todos diferentes. Há quem precisa de ajuda e quem consegue fazer o seu caminho, com mais ou menos dificuldade. Mesmo assim, existem terapeutas e coaches que podem ajudar quem procure essa ajuda! Acredito que foi para ajudar outras pessoas que passei por esta aprendizagem!

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