Assim se concede um desejo!

Um túnel de formosas árvores, tocadas levemente pela luz móvel, mostrava o caminho até à casa principal. O carro parou junto à escadaria e logo saiu um jovem casal apressado em subir até à entrada da maternidade.

A jovem mulher estava prestes a trazer ao mundo mais um rebento do amor que a unia ao seu companheiro de vida. A criança estava prevista para daí a dois dias, se bem que a festa de cinco anos do irmão do meio tinha apressado a sua chegada. Ela queria ser o melhor presente de aniversário que o irmão algum dia receberia.

A pequena luz estava determinada e com muita pressa em viver naquele dia. Foi chegar à sala de partos e logo se ouviu o desabafo da parteira “Olha-me esta rabugenta que nem tempo me dá para calçar as luvas!”.

Com os olhos bem abertos percorria as caras estranhas em seu redor, sentindo-se a acalmar ao som da voz da mãe. Desde então, a princesa da luz roubava a atenção de todos com a sua presença frágil e minúscula.

Bem cedo, nesse mesmo dia, os irmãos foram conhecê-la. Assim que os sentiu por perto, abriu os seus grandes olhos, tentando fixar as suas faces repletas de alegria.

E assim – naquele dia mágico pelas seis horas da manhã – realizou-se mais um desejo. Finalmente nasceu a maninha tão desejada.

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