Reconhecimento… Estima… Amor

Por isso, tenho muitas dúvidas; Questiono-me muito se o que estou a fazer faz sentido ou se é uma perda de tempo… Se toda a energia que estou a dedicar a determinadas actividades e experiências é um investimento ou um desperdício de energia. Tudo isso leva-me a olhar para trás e a perceber o caminho que fiz até aqui. A menina que existiu lá atrás As várias mulheres que fui como criança, como adolescente, como adulta As características não assumidas para não dar parte fraca Os preconceitos e as crenças surreais que me levaram a vivências dolorosas, enriquecedoras e desconcertantes As mágoas que deixei que me pesassem por anos e anos!

Recria-te!

«Ok. É justo! Só podemos exigir aquilo que somos capazes de cumprir.» - procurava ganhar tempo - «Então, hãããã… Rúben… eu aceitei a tua abordagem por mensagem porque…» - respirou fundo, escondendo o olhar no chão - «Sentia-me sozinha, precisava de atenção, sentia necessidade de ser desejada e enfim… o facto de ser por mensagem fazia sentir-me em segurança.» «Doeu?» «Não. Até me sinto mais aliviada.» «Óptimo! A tarefa que o Rúben escolheu para ti foi a mesma. Estão em sintonia!» - o Ayur a provocar os dois com um sorriso irónico - «Então Rúben? Disposto a cumprir a tarefa?» «Lá terá que ser!» «Podes sempre dizer que não.» «Não… quero cumprir a tarefa! E queria que a Ana fosse verdadeira sobre o que pensou ontem à noite quando vimos aquele fenómeno da natureza mesmo debaixo da varanda do quarto dela.» - inspirou fundo e procurou coragem dentro de si - «Eu pensei nela! Pensei que o mar estava a dizer que somos duas rochas separadas pelas ondas e pela areia, se bem que unidas por um coração gigante e perfeito. E também que o que mais nos separa é também o que mais nos une! Eu não sou perfeito e tu também não… a verdade é que eu adoro as tuas manias de perfeição imperfeita!» «Rúben…» - estava sem palavras. «Não precisas de dizer nada. Temos muito tempo para falar sobre tudo isto. Não será aqui com certeza.»

29.Dezembro.2002

Aquela conversa levou a muita gargalhada, gozo e ao primeiro jantar oficial daquela cabana. Aquela primeira noite foi óptima enquanto o Bruno esteve comigo. Depois foi muito complicada. Estava habituada a viver acompanhada. Sempre que precisava desabafar procurava a companhia da minha mana. Até senti falta das várias intromissões da minha mãe.... como ela consegue ser chatinha! Quando estava em casa dos meus pais todas as noites conversava com a Olga. Nas duas primeiras semanas senti muito a falta da minha família, talvez por isso tenha levado tanto tempo a escolher as fotos, que coloquei na parede da sala. Todas as fotos me lembram momentos maravilhosos na companhia da família, do Nuno, de amigos, de desconhecidos... as viagens com a Olga, os fins-de-semana com o Nuno e as festas snobs da minha mãe... tudo era retratado nos milhares de fotos que reuni ao longo dos anos nos muitos álbuns que insisto em coleccionar... pelo menos os que tinha levado comigo, pois tinha deixado vários em casa dos meus pais. Foi difícil a adaptação. Essa sempre foi a minha maior qualidade! Acho que a culpa tornou a minha adaptação impossível. Sentia tanta vergonha, pois fiz tudo o que sempre critiquei. O plano estava mais do que claro na minha cabeça. Mergulhar no trabalho para adormecer aquela dor insuportável. Estava claro que a quinta seria um espaço de lazer, as obras foram desenhadas para a transformar numa quinta de turismo natural. Aquele pulmão, que tinha à volta daqueles edifícios, seria o espaço perfeito para actividades ao ar-livre.

Amor não correspondido…

Os amores não correspondidos fazem parte da vida. Não devem ser alvos de pena! O amor que sentimos é suficiente! E aqui falo de amor. Não falo de obsessão, nem de outras coisas acabadas em ão… Quando amamos de verdade, queremos que o alvo do nosso amor seja feliz! Quando amamos de verdade, aceitamos as circunstâncias. Aceitamos a decisão de quem amamos em viver essa felicidade com outra pessoa; ou, simplesmente, aceitamos a decisão de não querer vivê-la ao nosso lado! A pena leva somente a um caminho de mágoa; mágoa por sentirmos que alguém sente pena de nós apenas por amarmos sem condições. Quase parece que o nosso amor é uma ilusão! E a maior mágoa acontece quando essa pena vem da pessoa que amamos!

Acredita!!!

Por tudo isto, para mim o amor era algo que provocava sofrimento e desilusão, logo não havia lógica para ir em busca de, nem mesmo conseguia compreender o porquê de tanta energia gasta por causa do amor. Nessa altura, estava numa fase em que vivia desligada das minhas emoções. Aliás, bem cedo, bloqueei as minhas emoções. Por isso, vivia relacionamentos muito superficiais, sem qualquer ligação emocional com os outros, sem amor. E não falo apenas de relacionamentos amorosos, falo de todo o tipo de relacionamentos. A verdade é que vivia relacionamentos muito focada no acto de ter alguém e não no acto de me relacionar de forma genuína com esse alguém. Talvez por isso, sempre fui um enigma para muita gente, pois não havia uma conexão autêntica entre mim e as pessoas com quem me “relacionava”. Dez anos depois, vejo o amor de forma completamente diferente.

Sem pressas!

Um toque subtil Mão com mão… De um aproximar tímido e sentido Uma carícia… O querer estar perto Querer tocar, abraçar, beijar E ao mesmo tempo, o querer não apressar. O querer apreciar sem pressas, sem se antecipar ao momento! Como é maravilhoso este tipo de relação, tão rara hoje em dia!

Sabes dizer-me?

Sempre que paro, a minha mente foge até ti! A tua imagem… Mesmo desfocada! O som da tua voz… Corro para ela! Quero acalmar as saudades!

Abençoada sejas!

Lá no fundo das memórias que quero recordar E não recordo!

Tantas voltas…

Vem ter comigo directamente! Sei que o queres. É esse o teu caminho. É esse o nosso caminho!

Que viagem!

Tudo parece apenas uma ilusão! Percorro caminhos escondidos no meio do nada… Um nada repleto do todo que me transporta para os teus braços. E será apenas ilusão Não sei quanto tempo mais consigo viver esta dúvida… Está a consumir-me as forças…

Ai, esta espera…

Será tudo isto apenas loucura? Ou será mais uma oportunidade? Oportunidade de quê? De aprender! Aprender o quê? A esperar pelo momento certo! Certo?! E porque não já? Será assim tão errado? É! Porquê?

A ti dedico…

A ti dedico o amor que do nada nasce

22.Novembro.2002

«Para mim, amor é a capacidade em adaptar-nos à pessoa com que vivemos e permitir que ela tenha o seu espaço, a sua liberdade dentro da relação. Amor é respeito mútuo. Sem isso, a disputa, a intolerância, a invasão de espaço será uma constante na relação.»

Amar…

Amar é liberdade. Amar não é ter! Amar é deixar ir!

Em silêncio

Desculpa! Por vezes, abuso da tua lembrança! Acredita! Abuso mesmo!

Errar por amar…

Sou emocional e, quando gosto de uma pessoa, entrego-me. Sinto as pessoas próximas, lembro-mo delas constantemente E não seria a primeira vez que era mal entendida, por ser como sou. E não acho que seja um erro!

A lo mejor, te quiero! (2)

Fiquei furioso com ela. Perdi a cabeça. Fiquei mesmo furioso por me estragar a surpresa. Senti-me indesejado – esse sentimento não me deixou pensar e reconhecer que muitas vezes fez o impossível para estarmos juntos. Só pensava que estava a dificultar o nosso reencontro. Fiquei tão furioso que borrei a pintura toda. Magoei-a de uma forma estúpida e infantil. E mais ridículo é que tudo aconteceu por birra – a estupidez natural de um puto com a mania. Tanta mania que podem imaginar a minha cara quando a recepcionista me entregou aquele papel. Pensei em tudo, menos no que era de verdade. Era uma mensagem curta: "Estou lá fora. Elena”. Olhei incrédulo. A pobre mulher viu o desespero no meu olhar. Confirmou com a cabeça. Pedi licença e saí atrás dela.

Eu amo-te!

Será que ele me ama? Esta pergunta era um vaivém constante. Eu precisava de o ouvir dizer que me amava e ele precisava de me ouvir dizer que o amava. Ontem e hoje, essa necessidade invadiu-me sem dó nem piedade!

Apenas tu fazes sentido!

Foi esse medo e carência que me levou a um envolvimento vazio apenas para me proteger. Proteger? Proteger de um sentimento que pensei sentir e não senti! Proteger de uma dor que vivi e temo voltar a sentir! Por isso, escondi dentro de mim esse sentimento que me desalinha. Procuro assim calá-lo com relacionamentos vazios, relacionamentos sem disponibilidade, sem cuidado, sem carinho, sem companheirismo, sem presença… apenas algo que me prende e me impede de me entregar àquela pessoa que sinto ser o meu reflexo.

A lo mejor, te quiero!

«Tenho. Certeza absoluta. Seria pior se ficasse com ele. Provavelmente iria acabar por dizer coisas que não sinto; posso até pensar, todavia não sinto. Seria um fim-de-semana horrível para mim e para ele.» – pausei por dois segundos – «Tenho que te pedir desculpa por tudo isto. Estou a impor a minha presença, a minha companhia. Não és obrigado a isto. Mal me conheces. Já te atrasei a viagem com aquela cena da tentativa de furto e agora ainda me carregas às costas… desculpa.»

Amor incondicional: existe ou não existe?

Amar incondicionalmente não é permitir que os outros façam tudo o que querem. O facto de definir os nossos limites é a demonstração de que nos amamos e quando os partilhamos com os nossos entes queridos estamos apenas a demonstrar que, mesmo correndo o risco de os afastar de nós, acreditamos no amor que nos une.

Como acreditar que o amor existe?

Porque razão insistimos nós em achar que todas as relações que vivemos vão provocar as mesmas desilusões? Quantas vezes já nos desiludimos a nós mesmos? Provavelmente, muitas vezes. E como podemos achar possível que outros não nos desiludam, quando nós o fazemos? Afinal, estamos apenas a dizer que não acreditamos no amor, por causa das desilusões amorosas que sofremos. E sustentamos essa descrença numa desilusão amorosa que, por sua vez, está sustentada numa necessidade que não vimos respondida numa determinada relação amorosa. Esperávamos uma resposta e não a recebemos.

O amor que nos faz bem!

Amar, por vezes, é confundido com direitos, com paixões, com posse. No entanto, o que nos leva a amar é a sensação de liberdade que vivemos quando estamos em contacto com alguém que vê a nossa perfeição dentro das nossas mais estranhas imperfeições.

Amor…

O ego a tomar conta de mim!!!
E o que saiu? Uma folha em branco!
A sério! Quem melhor que uma folha em branco para representar o Amor?
Depois de muito pensar. Depois de muitos dias com a mesma folha em branco, percebi que o amor é uma folha em branco.
Fechem a boca, vá lá!
Acreditem! Não sou louca, nem isto é mais um programa de apanhados, se bem que seria com certeza o maior apanhado de todos os tempos!

Amo-te!

E és o que viste em mim quando te olhei e esqueci!

O que é o amor?

Uma energia que parece ter acabado e mesmo assim nos surpreende ao voltar renovada.

Do silêncio!

A tua voz chamou a minha atenção. A doçura nela desenhou-me um sorriso na face. Foi ele que nos uniu uma vez mais durante poucas horas sentidas em segundos.

Amor-perfeito

O encontro entre o mar e as rochas desenhou na areia molhada um coração gigante – sem oscilações, dúvidas e defeitos.

O amor e o ciúme podem coexistir?

Esse é o segredo na interacção com os outros. Em qualquer relação é fundamental observarmos as emoções, os comportamentos e os sentimentos que as atitudes ou actos dos outros provocam em nós, em vez de observarmos os outros. Os outros são alvo do nosso amor. Por isso, como podemos exigir explicações, justificações, responsabilidades a quem o dedicámos? O amor é nosso, a dedicação também, por isso também é nossa a responsabilidade de o viver e partilhar de forma verdadeira e saudável.

Coragem

Descobri então que esta data coincide com a decapitação de um padre cristão que realizava casamentos secretos e contra as ordens do Imperador Cláudio II. Quando o padre Valentim foi descoberto, foi preso, torturado e, finalmente, decapitado no dia 14 de Fevereiro.