Amor não correspondido…

Os amores não correspondidos fazem parte da vida. Não devem ser alvos de pena! O amor que sentimos é suficiente! E aqui falo de amor. Não falo de obsessão, nem de outras coisas acabadas em ão… Quando amamos de verdade, queremos que o alvo do nosso amor seja feliz! Quando amamos de verdade, aceitamos as circunstâncias. Aceitamos a decisão de quem amamos em viver essa felicidade com outra pessoa; ou, simplesmente, aceitamos a decisão de não querer vivê-la ao nosso lado! A pena leva somente a um caminho de mágoa; mágoa por sentirmos que alguém sente pena de nós apenas por amarmos sem condições. Quase parece que o nosso amor é uma ilusão! E a maior mágoa acontece quando essa pena vem da pessoa que amamos!

Acredita!!!

Por tudo isto, para mim o amor era algo que provocava sofrimento e desilusão, logo não havia lógica para ir em busca de, nem mesmo conseguia compreender o porquê de tanta energia gasta por causa do amor. Nessa altura, estava numa fase em que vivia desligada das minhas emoções. Aliás, bem cedo, bloqueei as minhas emoções. Por isso, vivia relacionamentos muito superficiais, sem qualquer ligação emocional com os outros, sem amor. E não falo apenas de relacionamentos amorosos, falo de todo o tipo de relacionamentos. A verdade é que vivia relacionamentos muito focada no acto de ter alguém e não no acto de me relacionar de forma genuína com esse alguém. Talvez por isso, sempre fui um enigma para muita gente, pois não havia uma conexão autêntica entre mim e as pessoas com quem me “relacionava”. Dez anos depois, vejo o amor de forma completamente diferente.

Sem pressas!

Um toque subtil Mão com mão… De um aproximar tímido e sentido Uma carícia… O querer estar perto Querer tocar, abraçar, beijar E ao mesmo tempo, o querer não apressar. O querer apreciar sem pressas, sem se antecipar ao momento! Como é maravilhoso este tipo de relação, tão rara hoje em dia!

Sabes dizer-me?

Sempre que paro, a minha mente foge até ti! A tua imagem… Mesmo desfocada! O som da tua voz… Corro para ela! Quero acalmar as saudades!

Abençoada sejas!

Lá no fundo das memórias que quero recordar E não recordo!

Tantas voltas…

Vem ter comigo directamente! Sei que o queres. É esse o teu caminho. É esse o nosso caminho!

Que viagem!

Tudo parece apenas uma ilusão! Percorro caminhos escondidos no meio do nada… Um nada repleto do todo que me transporta para os teus braços. E será apenas ilusão Não sei quanto tempo mais consigo viver esta dúvida… Está a consumir-me as forças…

Ai, esta espera…

Será tudo isto apenas loucura? Ou será mais uma oportunidade? Oportunidade de quê? De aprender! Aprender o quê? A esperar pelo momento certo! Certo?! E porque não já? Será assim tão errado? É! Porquê?

A ti dedico…

A ti dedico o amor que do nada nasce

22.Novembro.2002

«Para mim, amor é a capacidade em adaptar-nos à pessoa com que vivemos e permitir que ela tenha o seu espaço, a sua liberdade dentro da relação. Amor é respeito mútuo. Sem isso, a disputa, a intolerância, a invasão de espaço será uma constante na relação.»

Amar…

Amar é liberdade. Amar não é ter! Amar é deixar ir!

Em silêncio

Desculpa! Por vezes, abuso da tua lembrança! Acredita! Abuso mesmo!

Errar por amar…

Sou emocional e, quando gosto de uma pessoa, entrego-me. Sinto as pessoas próximas, lembro-mo delas constantemente E não seria a primeira vez que era mal entendida, por ser como sou. E não acho que seja um erro!

A lo mejor, te quiero! (2)

Fiquei furioso com ela. Perdi a cabeça. Fiquei mesmo furioso por me estragar a surpresa. Senti-me indesejado – esse sentimento não me deixou pensar e reconhecer que muitas vezes fez o impossível para estarmos juntos. Só pensava que estava a dificultar o nosso reencontro. Fiquei tão furioso que borrei a pintura toda. Magoei-a de uma forma estúpida e infantil. E mais ridículo é que tudo aconteceu por birra – a estupidez natural de um puto com a mania. Tanta mania que podem imaginar a minha cara quando a recepcionista me entregou aquele papel. Pensei em tudo, menos no que era de verdade. Era uma mensagem curta: "Estou lá fora. Elena”. Olhei incrédulo. A pobre mulher viu o desespero no meu olhar. Confirmou com a cabeça. Pedi licença e saí atrás dela.

Eu amo-te!

Será que ele me ama? Esta pergunta era um vaivém constante. Eu precisava de o ouvir dizer que me amava e ele precisava de me ouvir dizer que o amava. Ontem e hoje, essa necessidade invadiu-me sem dó nem piedade!