22.Novembro.2002

«Para mim, amor é a capacidade em adaptar-nos à pessoa com que vivemos e permitir que ela tenha o seu espaço, a sua liberdade dentro da relação. Amor é respeito mútuo. Sem isso, a disputa, a intolerância, a invasão de espaço será uma constante na relação.»

Amar…

Amar é liberdade. Amar não é ter! Amar é deixar ir!

Em silêncio

Desculpa! Por vezes, abuso da tua lembrança! Acredita! Abuso mesmo!

Errar por amar…

Sou emocional e, quando gosto de uma pessoa, entrego-me. Sinto as pessoas próximas, lembro-mo delas constantemente E não seria a primeira vez que era mal entendida, por ser como sou. E não acho que seja um erro!

A lo mejor, te quiero! (2)

Fiquei furioso com ela. Perdi a cabeça. Fiquei mesmo furioso por me estragar a surpresa. Senti-me indesejado – esse sentimento não me deixou pensar e reconhecer que muitas vezes fez o impossível para estarmos juntos. Só pensava que estava a dificultar o nosso reencontro. Fiquei tão furioso que borrei a pintura toda. Magoei-a de uma forma estúpida e infantil. E mais ridículo é que tudo aconteceu por birra – a estupidez natural de um puto com a mania. Tanta mania que podem imaginar a minha cara quando a recepcionista me entregou aquele papel. Pensei em tudo, menos no que era de verdade. Era uma mensagem curta: "Estou lá fora. Elena”. Olhei incrédulo. A pobre mulher viu o desespero no meu olhar. Confirmou com a cabeça. Pedi licença e saí atrás dela.

Eu amo-te!

Será que ele me ama? Esta pergunta era um vaivém constante. Eu precisava de o ouvir dizer que me amava e ele precisava de me ouvir dizer que o amava. Ontem e hoje, essa necessidade invadiu-me sem dó nem piedade!

Apenas tu fazes sentido!

Foi esse medo e carência que me levou a um envolvimento vazio apenas para me proteger. Proteger? Proteger de um sentimento que pensei sentir e não senti! Proteger de uma dor que vivi e temo voltar a sentir! Por isso, escondi dentro de mim esse sentimento que me desalinha. Procuro assim calá-lo com relacionamentos vazios, relacionamentos sem disponibilidade, sem cuidado, sem carinho, sem companheirismo, sem presença… apenas algo que me prende e me impede de me entregar àquela pessoa que sinto ser o meu reflexo.

A lo mejor, te quiero!

«Tenho. Certeza absoluta. Seria pior se ficasse com ele. Provavelmente iria acabar por dizer coisas que não sinto; posso até pensar, todavia não sinto. Seria um fim-de-semana horrível para mim e para ele.» – pausei por dois segundos – «Tenho que te pedir desculpa por tudo isto. Estou a impor a minha presença, a minha companhia. Não és obrigado a isto. Mal me conheces. Já te atrasei a viagem com aquela cena da tentativa de furto e agora ainda me carregas às costas… desculpa.»

Amor incondicional: existe ou não existe?

Amar incondicionalmente não é permitir que os outros façam tudo o que querem. O facto de definir os nossos limites é a demonstração de que nos amamos e quando os partilhamos com os nossos entes queridos estamos apenas a demonstrar que, mesmo correndo o risco de os afastar de nós, acreditamos no amor que nos une.

Como acreditar que o amor existe?

Porque razão insistimos nós em achar que todas as relações que vivemos vão provocar as mesmas desilusões? Quantas vezes já nos desiludimos a nós mesmos? Provavelmente, muitas vezes. E como podemos achar possível que outros não nos desiludam, quando nós o fazemos? Afinal, estamos apenas a dizer que não acreditamos no amor, por causa das desilusões amorosas que sofremos. E sustentamos essa descrença numa desilusão amorosa que, por sua vez, está sustentada numa necessidade que não vimos respondida numa determinada relação amorosa. Esperávamos uma resposta e não a recebemos.

O amor que nos faz bem!

Amar, por vezes, é confundido com direitos, com paixões, com posse. No entanto, o que nos leva a amar é a sensação de liberdade que vivemos quando estamos em contacto com alguém que vê a nossa perfeição dentro das nossas mais estranhas imperfeições.

Amor…

O ego a tomar conta de mim!!!
E o que saiu? Uma folha em branco!
A sério! Quem melhor que uma folha em branco para representar o Amor?
Depois de muito pensar. Depois de muitos dias com a mesma folha em branco, percebi que o amor é uma folha em branco.
Fechem a boca, vá lá!
Acreditem! Não sou louca, nem isto é mais um programa de apanhados, se bem que seria com certeza o maior apanhado de todos os tempos!

Amo-te!

E és o que viste em mim quando te olhei e esqueci!

O que é o amor?

Uma energia que parece ter acabado e mesmo assim nos surpreende ao voltar renovada.

Do silêncio!

A tua voz chamou a minha atenção. A doçura nela desenhou-me um sorriso na face. Foi ele que nos uniu uma vez mais durante poucas horas sentidas em segundos.