Adoro dançar!

Quem lê o que escrevo, sabe que aproveito todas as oportunidades que a vida me dá para me conectar com o que está vivo em mim.
Ontem foi uma aprendizagem.
Saí com amigos, jantamos e, depois, fomos dançar. Adoro dançar sozinha, acompanhada, em grupo; de qualquer forma. O grupo é excelente; todos muito à-vontade, alegres e com desejo de se divertirem. Inesquecível!
E, quando menos esperava, surgiu uma nova visão do que mais vivo está em mim. A dança descobriu em mim uma nova camada.
A dança é entrega pura, principalmente quando é a dois. Dois corpos unem-se num movimento de liberdade, enquanto as duas essências se tocam. Este toque subtil dá-se quando as essências se libertam e deixam fluir!
Esta liberdade, este fluir nem sempre acontecem. Os corpos tocam-se e não se conectam, apenas se desencontram no ritmo, no tempo, nos movimentos.
Foi uma experiência nova, algo estranha e que me levou a questionar o porquê, o como…
Afinal, como podem desencontrar-se dois corpos que se reconhecem? O que é que motiva este desencontro, quando o encontro já aconteceu?
E assim surge mais uma oportunidade de consciência de mim mesma sob a forma de dança a dois!
Há cá cada coisa!!! Era apenas para ser uma saída com amigos!
A dança é a expressão corporal das emoções que a melodia faz viver em nós. Por isso, a expressão corporal é o fluir, o libertar dessas emoções. A verdade é que há emoções que procuramos controlar, bloquear. Não nos permitimos a senti-las quanto mais a vivê-las! E estas podem ser despertadas por uma melodia, um acontecimento, um toque, uma pessoa ou várias, um aroma, uma lembrança. Enfim, tudo e nada!
Percebi naquele momento que a minha personalidade mais controladora e controlada não me permitia fluir. Bloqueava e empurrava-me para um daqueles momentos em que não permito que me conduzam. Já foi mais forte, se bem que por vezes ainda descontrole a forma como me relaciono com os outros.
E porque motivo me bloqueava a dançar? Adoro dançar. A música era nota 10, o ambiente e as pessoas muito propícios a libertar-me. Percebi que, quando me afastei de alguns amigos foi por necessidade minha de me reencontrar, se bem que acabei por encobrir um lado espontâneo e alegre, que neste momento está a ser provocado e amedrontado, escondendo-se como uma criança assustada pelos monstros que vivem apenas na sua fértil imaginação.
O mais curioso é que bastou um segredo para quebrar o ruído que me desligava daquela dança, de mim mesma e do meu par. Não fui propriamente um rio, que flui em direcção ao mar, sem se questionar ou amedrontar. Penso que o medo continuou presente, se bem que aproveitei para dançar, rir e deixar levar-me pela melodia da vida!
E sou grata por todos estes momentos! A saída foi maravilhosa! Diverti-me muito na companhia de pessoas espectaculares! Espero repetir! E com direito a novas epifanias!!!
Venham elas!

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